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Preços firmes e demanda externa sustentam ciclo positivo da carne suína em 2025

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Dados do Cepea indicam valorização do suíno vivo, exportações em alta e maior poder de compra do produtor frente aos insumos

 

O mercado brasileiro de carne suína encerrou 2025 em um dos seus ciclos mais favoráveis da última década, impulsionado por exportações recordes, preços internos firmes e custos de produção mais baixos. Segundo o Boletim do Suíno do Cepea, a combinação entre oferta controlada e aquecimento das demandas interna e externa garantiu sustentação às cotações ao longo de todo o ano.

No campo, o suíno vivo negociado na praça SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, teve média anual de R$ 8,58 por quilo, alta real de 6,7% sobre 2024 e o maior patamar desde 2020. O pico ocorreu em setembro, quando o animal atingiu R$ 9,25/kg, refletindo a redução nos abates e a maior procura sazonal no mercado doméstico.

O desempenho externo foi outro pilar do setor. De janeiro a dezembro, o Brasil exportou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne suína, volume 11,6% superior ao de 2024. A receita também atingiu recorde, somando aproximadamente R$ 3,6 bilhões, crescimento de 19%. Em setembro, os embarques mensais alcançaram 150,1 mil toneladas, o maior resultado da série histórica da Secex, iniciada em 1997.

As Filipinas consolidaram-se como o principal destino da carne brasileira, com 392,9 mil toneladas em 2025 e expansão de 54,5%, impulsionadas pelo crescimento populacional e pelas quebras produtivas causadas pela peste suína africana. A China permaneceu como o segundo maior comprador, embora com recuo anual de 34%.

No custo de produção, o cenário foi especialmente favorável. O farelo de soja, um dos principais insumos da atividade, teve média de R$ 1.753,81 por tonelada, queda real de 18,1%. Com isso, o poder de compra do suinocultor paulista atingiu o maior nível da série do Cepea: 4,9 quilos de farelo por quilo de suíno vendido, cerca de 30% acima do ano anterior, chegando a 5,57 quilos em setembro.

Na comparação com proteínas concorrentes, a carne suína também ganhou espaço frente à bovina. O diferencial médio de preços entre a carcaça bovina e a suína ficou em R$ 9,54 por quilo, 80,3% acima da média histórica, configurando 2025 como o terceiro ano de maior competitividade da suinocultura desde 2004. Frente ao frango, porém, o diferencial mais elevado reduziu parte dessa vantagem.

O conjunto dos indicadores aponta que 2025 foi marcado por um equilíbrio virtuoso entre oferta, demanda e custos, consolidando a carne suína como uma das proteínas mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

 

SUINOCULTURA BRASILEIRA – NÚMEROS-CHAVE DE 2025

Fonte: Cepea / Secex

Mercado interno

  • Preço médio do suíno vivo (SP-5):
    R$ 8,58/kg
    ▸ Alta real de 6,7% sobre 2024
    ▸ Maior média desde 2020
  • Preço máximo do ano:
    R$ 9,25/kg em setembro

Exportações

  • Volume total exportado:
    1,5 milhão de toneladas
    ▸ Crescimento de 11,6% em relação a 2024
  • Receita com exportações:
    R$ 3,6 bilhões
    ▸ Alta de 19%
  • Recorde mensal:
    150,1 mil toneladas em setembro
  • Principais destinos:
    Filipinas: 392,9 mil t (+54,5%)
    China: 2º maior mercado (queda de 34%)

Custos e poder de compra

  • Farelo de soja:
    R$ 1.753,81/t
    ▸ Queda real de 18,1%
  • Relação suíno/farelo (SP):
    4,9 kg de farelo por kg de suíno
    ▸ Maior nível da série histórica
    ▸ Pico de 5,57 kg em setembro

Competitividade

  • Diferença carcaça bovina x suína:
    R$ 9,54/kg
    80,3% acima da média histórica
    ▸ 3º maior diferencial desde 2004

 

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