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Pesquisa e eficiência baseiam estratégia da Ourofino

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Empresa registra receita de R$ 2 bilhões e amplia desenvolvimento de tecnologias para agricultura tropical

 

A Ourofino Agrociência encerrou o ciclo 2025/2026 com receita líquida de R$ 2 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 178,2 milhões e investimentos superiores a R$ 78 milhões em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura voltada à inovação. Os resultados fazem parte do Relatório Anual divulgado pela companhia, que reúne os principais indicadores operacionais, financeiros e estratégicos do período. A empresa produziu mais de 95 milhões de quilos/litros equivalentes em defensivos agrícolas e atendeu mais de 1.400 clientes em todo o país.

O desempenho foi alcançado em um ambiente marcado por volatilidade dos mercados agrícolas, restrições de crédito e pressão sobre custos na cadeia de insumos. Mesmo nesse cenário, a empresa manteve investimentos em novas tecnologias, ampliação da eficiência operacional e fortalecimento da atuação junto aos produtores rurais brasileiros.

A companhia mantém uma estrutura composta por duas unidades produtivas em Uberaba (MG), sede administrativa em Ribeirão Preto (SP), sete centros de distribuição, um centro tecnológico de pesquisa e três estações experimentais agrícolas. A operação inclui ainda presença internacional por meio de escritório em Xangai e representação em Nova Delhi, fortalecendo o relacionamento com mais de 60 fornecedores globais.

Segundo Marcelo Abdo, CEO da Ourofino Agrociência, a companhia conseguiu manter sua estratégia de crescimento mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor. “Encerramos o ciclo mantendo nossa disciplina financeira, eficiência operacional e, principalmente, nossa capacidade de seguir investindo em inovação e expansão estratégica mesmo em um ambiente bastante difícil para o agronegócio”, afirma Abdo.

A inovação permaneceu como uma das principais prioridades da empresa. Ao longo do exercício, foram investidos mais de R$ 50 milhões em pesquisa e desenvolvimento e outros R$ 28,1 milhões em infraestrutura voltada à inovação. Entre as frentes de atuação estão novas moléculas, nanotecnologia aplicada à proteção de cultivos, tecnologias baseadas em RNA de interferência (RNAi) e agricultura digital.

Na área ambiental, a companhia informou que 100% da energia utilizada em seu complexo industrial teve origem em fontes renováveis durante o ciclo. O relatório também destaca a recuperação de mais de 128 mil kg/l de produtos, contribuindo para o reaproveitamento de recursos e redução de desperdícios.
Projetos de melhoria contínua e eficiência industrial geraram impactos financeiros superiores a R$ 4 milhões, reforçando a estratégia de otimização operacional da empresa.

Para os próximos anos, a Ourofino pretende ampliar investimentos em gestão da qualidade, digitalização de processos e monitoramento operacional. “A agricultura brasileira passa por uma transformação importante, e nosso compromisso é acompanhar essa evolução. Seguiremos investindo em inovação, proximidade com o produtor rural e no desenvolvimento das nossas pessoas”, destaca Abdo.

Mais do que resultados financeiros, o relatório evidencia uma estratégia baseada na combinação entre inovação tecnológica, eficiência operacional e sustentabilidade, pilares que vêm ganhando peso crescente dentro da agricultura brasileira.

 

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