Consórcio CCGD vence certame na B3 com outorga de R$ 276 milhões e promete ampliar calado e eficiência portuária.
O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu o leilão realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Antaq na B3, em São Paulo, para administrar o canal de acesso do Porto de Paranaguá (PR). O investimento total será de R$ 1,22 bilhão nos primeiros cinco anos, com prazo de concessão de 25 anos.
A licitação, que teve 20 lances entre quatro concorrentes, resultou em outorga de R$ 276 milhões e desconto de 12,63% sobre a tarifa. O projeto prevê o aumento do calado de 13,5 para 15,5 metros, permitindo a entrada de embarcações de até 366 metros de comprimento e graneleiros com capacidade para 120 mil toneladas.
Da disputa, organizada pelo MPor e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), participaram quatro concorrentes e o leilão seguiu o critério híbrido, com a combinação de menor tarifa e maior valor de outorga. Pela manhã foram leiloados dois terminais: de Maceió, destinado ao transporte de passageiros, e do Rio de Janeiro, para operação offshore de petróleo.
De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, o resultado “mostra a confiança do investidor no Brasil e no setor portuário”. Ele ressaltou que, apenas neste ano, seis concessões portuárias já foram firmadas, incluindo o túnel Santos-Guarujá e novos terminais de passageiros e petróleo.
Porto estratégico para o agronegócio brasileiro – O governador Ratinho Junior destacou que o Porto de Paranaguá é responsável pelo escoamento de grande parte da produção agrícola do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de cargas oriundas de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rondônia. “Com as novas obras, aumentaremos em 35% a capacidade de movimentação e reduziremos em 12% o custo logístico aos usuários”, afirmou.
O consórcio vencedor é formado pelas empresas FTS Participações e Grupo Deme. Segundo o CEO André Maragliano, o projeto representa “um avanço histórico para o Brasil, garantindo manutenção permanente e modernização do canal de acesso”.
Atualmente, o porto recebe cerca de 2.600 navios por ano e é o segundo maior do país, atrás apenas de Santos. A concessão deve gerar empregos, renda e desenvolvimento regional, além de servir de modelo para futuras licitações nos portos de Santos, Itajaí, Salvador e Rio Grande.


