Projeto da ABCZ e ApexBrasil abre novos mercados e impulsiona exportações, que já somam mais de US$ 278 milhões desde 2023.
A 3ª ExpoLeite, realizada em Uberaba (MG) de 13 a 19 de outubro, foi palco do anúncio de um novo marco para a pecuária brasileira: a renovação e ampliação do convênio do projeto Brazilian Cattle, iniciativa da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) em parceria com a ApexBrasil. O acordo, válido por mais dois anos, teve seu valor elevado de R$ 4,7 milhões para R$ 6 milhões, consolidando o protagonismo da genética zebuína no mercado internacional.
De acordo com Bento Mineiro, diretor de Relações Internacionais da ABCZ, a iniciativa representa um novo patamar na difusão da pecuária tropical desenvolvida no Brasil. “O mundo está reconhecendo o potencial do Zebu brasileiro, e esta nova etapa marca o início de um momento ainda mais promissor para nossa genética”, destacou.
Com mais de 20 anos de história, o Brazilian Cattle tem registrado resultados expressivos. Entre 2023 e 2025, o projeto foi responsável pela abertura de 40 novos mercados, ampliando sua atuação para países como Camarões, Etiópia, Gabão, Indonésia, Nigéria, Paquistão e Rússia. Atualmente, 74 mercados estão em fase de negociação, evidenciando o crescente interesse pela genética tropical.
As exportações viabilizadas pelo programa somaram US$ 278,22 milhões desde 2023, e o número de empresas apoiadas chegou a 128 em 2025, mais que o dobro do registrado em 2020. Para a supervisora de Relações Internacionais da ABCZ, Raquel Dal Secco Borges, cada renovação representa uma nova oportunidade de ampliar a presença do Brasil no mercado global.
Além da expansão comercial, o projeto também atua na abertura regulatória de novos mercados e participa de eventos internacionais, fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor estratégico de genética zebuína. Com o avanço do Brazilian Cattle, a pecuária tropical brasileira consolida seu espaço em diferentes regiões do mundo, impulsionando negócios, estimulando a inovação genética e posicionando o Zebu nacional como referência global em produtividade e adaptação.


