Uma empresa do GRUPO PUBLIQUE

Exportação do agro tem recorde: US$ 38,1 bilhões

Compartilhe:

Vendas externas crescem no primeiro trimestre, impulsionadas por abertura de mercados e forte demanda global por alimentos

 

O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com um desempenho inédito no comércio internacional, consolidando sua posição como principal motor das exportações do país. Entre janeiro e março, o setor somou US$ 38,1 bilhões em vendas externas — o maior valor já registrado para o período — e alcançou superávit de US$ 33 bilhões.

O resultado reflete não apenas o avanço da produção, mas também uma estratégia consistente de ampliação de mercados. Somente no primeiro trimestre, 30 novos destinos foram abertos para produtos brasileiros, reforçando a diversificação da pauta exportadora e reduzindo a dependência de mercados tradicionais.

Apesar do recorde em valor, o cenário apresenta nuances importantes. O volume exportado cresceu 3,8%, indicando maior presença global dos produtos brasileiros, mas o preço médio recuou 2,8%, pressionado pela queda nas cotações de commodities como açúcar, milho, algodão e farelo de soja.

A China manteve a liderança como principal destino, respondendo por 29,8% das exportações, com US$ 11,33 bilhões. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, embora com desempenhos distintos — estabilidade no bloco europeu e queda expressiva nas vendas para o mercado norte-americano.

Entre os segmentos, o complexo soja liderou com US$ 12,13 bilhões, seguido pelas proteínas animais, que somaram US$ 8,12 bilhões e apresentaram crescimento de 21,8%. O destaque também ficou por conta das carnes, com recordes tanto em valor quanto em volume para bovinos e suínos, impulsionados pela abertura de novos mercados.

Além dos produtos tradicionais, itens menos representativos da pauta ganharam espaço e reforçaram a diversificação das exportações. Produtos como feijões, óleo de milho, melancias e alimentos para pets registraram crescimento e, em alguns casos, recordes históricos.

Para o ministro da Agricultura, André de Paula, o desempenho reflete a solidez do setor. “Esse resultado mostra a força de um setor que segue sendo construído com trabalho e investimento ao longo de muitos anos […] há produção, há ciência, há sanidade e há capacidade de responder às demandas dos mercados”, afirma.

O desempenho reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira, sustentando superávits e ampliando a presença do país no comércio global, mesmo em um ambiente de preços mais pressionados.

Encontre na AgroRevenda