Relatório da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) mostra que a China se mantem com principal destino das vendas externas.
As exportações brasileiras de soja e derivados mantêm forte desempenho em 2025, segundo dados da ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), compilados até setembro. No acumulado do ano, o Brasil embarcou 95,07 milhões de toneladas de soja em grãos, alta de 6,8% em relação às 89,05 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2024.
O farelo de soja também apresentou crescimento: foram 17,4 milhões de toneladas, frente a 16,85 milhões no ano anterior. O milho, por sua vez, manteve estabilidade, somando 23,95 milhões de toneladas, contra 23,62 milhões em 2024. Já o trigo registrou retração expressiva, com 1,47 milhão de toneladas, queda de 32% sobre as 2,18 milhões do mesmo intervalo de 2024.
De acordo com o levantamento, a soja em grão responde por mais de 62% do total exportado pelo Brasil em 2025, confirmando a liderança nacional no mercado global do complexo soja. A China segue como principal destino, absorvendo cerca de 70% dos embarques.
Nos nove primeiros meses do ano, o volume total de embarques de grãos e derivados alcançou 153,18 milhões de toneladas, ante 160,55 milhões em 2024. A redução de 4,6% no consolidado reflete a menor movimentação de trigo e milho nos portos brasileiros, parcialmente compensada pela recuperação da soja.
Em termos mensais, o relatório da ANEC indica que o pico de exportações ocorreu entre março e junho, período em que o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas. O mês de março se destacou com 18,99 milhões de toneladas, sendo 15,73 milhões apenas de soja.
No caso do milho, os maiores volumes foram observados em agosto e setembro, com 7,33 milhões e 6,98 milhões de toneladas, respectivamente. Já o farelo de soja manteve ritmo constante, com médias mensais próximas a 2 milhões de toneladas.
Na semana 43 de 2025 (19 a 25 de outubro), o Brasil embarcou 1,85 milhão de toneladas de soja, 485 mil de farelo e 1,36 milhão de milho. Os portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande concentraram mais de 80% das operações.
O relatório, elaborado em parceria com a Cargonave, ressalta que os números são atualizados retroativamente a cada fechamento mensal e podem variar conforme o cronograma de embarques. Com resultados sólidos e demanda externa aquecida, o Brasil reforça sua posição como maior exportador mundial de soja e segundo maior de milho e farelo, consolidando o agronegócio como motor do saldo comercial do país.


