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Embrapa promove debate sobre futuro da soja brasileira

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Programação abordará relação Brasil-China, mudanças climáticas, biodiesel e gargalos logísticos da cadeia produtiva

 

Com produção recorde, expansão da industrialização e mudanças cada vez mais rápidas no cenário internacional, a cadeia da soja brasileira enfrenta um novo conjunto de desafios para preservar sua competitividade. Questões como a relação comercial com a China, os impactos das mudanças climáticas, a necessidade de ampliar a agregação de valor e os gargalos logísticos estarão no centro do VIII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, promovido pela Embrapa Soja nos dias 4 e 5 de agosto, em Londrina (PR).

O encontro reunirá pesquisadores, representantes da indústria, exportadores, produtores rurais e agentes governamentais para discutir fatores que vão muito além do aumento da produção. O objetivo é avaliar como o Brasil pode manter sua posição de liderança em um ambiente marcado por maior competição internacional, novas exigências de sustentabilidade, transformações no comércio global e evolução tecnológica no campo. A expectativa é receber cerca de 150 participantes, em um evento presencial com inscrições gratuitas.

A programação abordará temas como geopolítica, relações comerciais entre Brasil e China, desenvolvimento de cultivares adaptadas às mudanças climáticas, infraestrutura logística, descarbonização da produção e o papel do biodiesel na cadeia da soja. Também serão discutidas estratégias para fortalecer a competitividade da produção nacional diante das mudanças no perfil da demanda mundial e do crescimento da capacidade de processamento no País.

Para Marcelo Álvares de Oliveira, pesquisador da Embrapa Soja, a expectativa é debater a geopolítica e a relação comercial Brasil-China, assim como trazer foco para desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira, abordando desde o desenvolvimento de cultivares adaptadas às mudanças climáticas até soluções para os gargalos logísticos. “Também vamos debater temáticas sobre descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da cadeia produtiva”, acrescenta.

Os números ajudam a explicar a relevância do debate. Na safra 2025/26, o Brasil produziu 180 milhões de toneladas de soja, cultivadas em aproximadamente 48 milhões de hectares, enquanto os Estados Unidos colheram 116 milhões de toneladas, segundo dados da Conab citados pela organização do seminário. No processamento industrial, a Abiove projeta que o país alcance 63 milhões de toneladas em 2026, com produção estimada de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja, reforçando a importância crescente da agregação de valor à matéria-prima.

Na avaliação de Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, preservar a liderança brasileira exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira, que é o propósito central do Seminário. “Afinal, garantir um produto de alto padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor, indo muito além da simples quantidade produzida”, diz. Ao reunir diferentes segmentos da cadeia produtiva, o seminário pretende ampliar a discussão sobre os fatores que deverão determinar o protagonismo brasileiro no mercado mundial de soja nos próximos anos.

 

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