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MS é modelo de cooperativismo na pecuária

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Cooperativa sul-mato-grossense amplia poder de negociação dos pecuaristas e projeta alcançar R$ 10 milhões de economia em 2026

 

Em um cenário de margens cada vez mais apertadas na pecuária de corte, produtores rurais de Mato Grosso do Sul encontraram no cooperativismo uma alternativa para aumentar o poder de negociação e reduzir custos dentro da porteira. A NovilhoCoop, primeira cooperativa voltada exclusivamente à pecuária de corte no Estado, encerrou 2025 com R$ 7 milhões em economia gerada aos cooperados por meio de compras coletivas de insumos e já projeta elevar esse resultado para R$ 10 milhões em 2026.

O modelo reúne atualmente 138 pecuaristas ativos, que passaram a negociar em escala produtos e serviços utilizados no dia a dia das propriedades. Ao concentrar a demanda dos cooperados, a organização amplia o poder de barganha junto à indústria, reduz a dependência de intermediários e melhora as condições comerciais para aquisição de itens estratégicos à produção. Desde sua criação, em conjunto com a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce, as negociações já movimentaram cerca de R$ 23 milhões.

Entre os insumos adquiridos de forma coletiva estão suplementos à base de DDG, sementes de pastagens, postes de eucalipto, arames para cercamento, cochos, bebedouros, brincos de identificação e sêmen de touros avaliados. Segundo a cooperativa, a estratégia permite reduzir custos em diferentes etapas da produção, ao mesmo tempo em que amplia o acesso dos produtores a tecnologias e materiais que, individualmente, poderiam ter menor competitividade comercial.

Para Alexandre Guimarães, superintendente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce, a criação da NovilhoCoop foi um caminho natural e necessário. “O pecuarista passa a maior parte do tempo focado exclusivamente na operação diária da fazenda e, sozinho, ele quase não tem escala ou voz para brigar por preços competitivos junto às grandes indústrias de insumos. Quando nos unimos em cooperativa, transformamos essa demanda fragmentada em um volume de compra gigantesco, gerando uma economia que retorna diretamente para a rentabilidade da propriedade”, explica Guimarães.

Os resultados obtidos também despertaram o interesse de produtores e entidades de outros estados. Lideranças do Rio Grande do Sul e de Goiás visitaram Mato Grosso do Sul para conhecer o funcionamento da cooperativa, enquanto uma iniciativa semelhante já começou a ser estruturada no Tocantins. A proposta é adaptar o modelo para diferentes realidades regionais, mantendo como princípio a compra conjunta de insumos

“O sucesso desse modelo foi tamanho que estamos estruturando sua expansão nacional através de uma ‘franquia do associativismo’. Nosso objetivo é fazer com que pecuaristas de outros estados, como já ocorre de forma pioneira no Tocantins, encurtem o caminho do aprendizado e comecem a colher os frutos da compra conjunta de forma rápida e segura”, acrescenta. O avanço da iniciativa reforça uma tendência crescente no agronegócio: a utilização do cooperativismo não apenas para comercializar a produção, mas também como ferramenta para reduzir custos, ampliar competitividade e fortalecer a sustentabilidade econômica das fazendas.

 

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