De 11 a 13 de agosto, em São Paulo, maior encontro nacional da distribuição discutirá geopolítica, tributação e política nacional com nomes como Ricardo Amorim, Carlos Cogo e Antonio da Luz
A competitividade do agronegócio brasileiro deixou de depender apenas de produtividade, tecnologia e clima. Nos últimos anos, fatores como juros elevados, mudanças nas relações comerciais e internacionais, novas exigências regulatórias dos mercados importadores, expansão do crédito privado e a implementação da Reforma Tributária passaram a influenciar diretamente as decisões de investimento e crescimento das empresas ligadas ao setor.
É nesse contexto que o 15° Congresso Andav 2026 reunirá, de 11 a 13 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, grandes nomes como Ricardo Amorim, Alexandre Baldy, Paulo Camargo, Carlos Cogo, Antonio da Luz e outros especialistas e lideranças da Distribuição em palestras e painéis sobre os mais relevantes temas envolvendo a “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”.
O debate ocorre num momento de transição para o agronegócio. De um lado, o Brasil amplia a relevância como fornecedor global de alimentos, fibras e energia renovável. De outro, empresas e produtores enfrentam um ambiente marcado por maior complexidade financeira, mudanças regulatórias e reconfiguração dos fluxos globais de
comércio. A disputa por mercados, as tensões entre grandes economias, a agenda ambiental e os novos mecanismos de financiamento passaram a ocupar espaço crescente na estratégia das empresas.
“A agenda do agronegócio tornou-se mais ampla e mais complexa. Questões tributárias, acesso ao crédito, sustentabilidade, ambiente regulatório e competitividade internacional passaram a fazer parte da rotina de decisão das empresas. O Congresso Andav busca reunir diferentes visões para discutir esses temas de forma pragmática e conectada à realidade do setor”, afirma Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav.
O financiamento da atividade agropecuária será outro eixo central da programação. Com a participação crescente de instrumentos privados e do mercado de capitais, o setor busca alternativas para complementar os recursos tradicionais de crédito rural. Em paralelo, temas como recuperação judicial, gestão de risco e segurança financeira passaram a ocupar espaço relevante nas discussões da cadeia produtiva.
A agenda também inclui debates sobre acesso ao mercado, relacionamento entre distribuidores e indústria, liderança, sucessão empresarial, gestão de pessoas e bioenergia. Em meio ao avanço da transição energética, o Brasil amplia sua posição como referência em combustíveis renováveis, tema que deverá ganhar relevância crescente na estratégia das empresas do setor.
Durante o Congresso será apresentada ainda a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, estudo desenvolvido em parceria com o Cepea/Esalq-USP, que se consolidou como uma das principais referências para análise do mercado de distribuição de insumos agropecuários. O levantamento reúne indicadores sobre faturamento, infraestrutura, crédito, gestão, tecnologia, recursos humanos e tendências de expansão do setor.
“A distribuição é um elo estratégico para a competitividade do agro. Ela conecta tecnologia, assistência técnica, inteligência de mercado e soluções financeiras ao produtor rural. O Congresso reflete essa evolução e busca promover discussões alinhadas aos desafios que já estão moldando o futuro do setor”, conceitua Tiburcio.
Com mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição e a participação de centenas de marcas e instituições ligadas ao agronegócio, o Congresso Andav 2026 vai reunir os principais agentes responsáveis por conectar inovação, conhecimento e negócios em uma das cadeias mais relevantes da economia brasileira.




