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Cooperativas se unem e compram esmagadora de soja

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Cooperados da Castrolanda aprovam a entrada da cooperativa no pool que comprou esmagadora de soja

Projeto liderado pela Frísia ganha apoio da Castrolanda e reforça modelo de intercooperação no Paraná

 

A disputa por escala e agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro começa a acelerar um novo ciclo de investimentos industriais liderados por cooperativas. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado pela pressão sobre margens e pela necessidade de ampliar eficiência, o cooperativismo agroindustrial busca avançar além da produção primária e ocupar posições estratégicas em segmentos ligados à industrialização, energia e proteína animal.

A Castrolanda aprovou a participação em um projeto intercooperativo para aquisição da planta esmagadora de soja localizada em Ponta Grossa (PR), atualmente pertencente à Louis Dreyfus Company (LDC). A decisão foi aprovada pelos cooperados durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada no Moinho Castrolanda. A operação é liderada pela Frísia em conjunto com outras seis cooperativas paranaenses. A unidade industrial possui capacidade de processamento de aproximadamente 3,4 mil toneladas de soja por dia.

Para o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o investimento representa um movimento estratégico para ampliar a presença da cooperativa em cadeias industriais de maior valor agregado. “É uma indústria já existente, em pleno funcionamento, e entendemos estrategicamente que é importante participar desse projeto. Para a sustentabilidade da Castrolanda, é fundamental avançarmos em projetos industriais, buscando não ficar apenas na atividade primária, mas também na industrialização”, afirma Bouwman.

Segundo ele, além de ampliar o conhecimento da cooperativa sobre o mercado de esmagamento de soja, fabricação de farelo e óleo, a iniciativa também cria novas possibilidades para os associados. “Nós entendemos que para o associado haverá benefícios indiretos, porque teremos mais uma ferramenta para agregar valor ao produto e ampliar nossa presença nesse mercado.” A estratégia também reforça o conceito de intercooperação como mecanismo de competitividade dentro do agronegócio brasileiro. Para Seung Lee, diretor executivo da Castrolanda, projetos industriais de grande porte exigem escala operacional para garantir viabilidade econômica.

“O agro é um negócio de escala. Em investimentos como uma esmagadora de soja, se você não tem escala, não é competitivo. Entrando numa intercooperação, nós já entramos competitivos, e isso faz toda a diferença”, explica Lee. A planta será destinada principalmente à produção de farelo para alimentação animal e óleo voltado aos mercados alimentício e de biodiesel.

As negociações pela aquisição começaram ainda em 2023, conduzidas inicialmente pela Frísia junto à LDC. A Castrolanda passou a integrar oficialmente o projeto em fevereiro de 2025, após estudos de viabilidade realizados pelas cooperativas envolvidas.

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