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SP redesenha combate ao Greening em nova resolução

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Psilídio é o vetor do greening, doença que afeta pomares comerciais em todo o mundo

Mudanças incluem monitoramento quinzenal do psilídeo e novas exigências no transporte interestadual

 

A citricultura brasileira entrou em uma nova fase da guerra contra o Greening, doença considerada hoje a principal ameaça sanitária aos pomares comerciais no mundo. Com avanço persistente do HLB (Huanglongbing) em importantes regiões produtoras, estados e produtores passaram a rever estratégias de contenção para equilibrar sanidade vegetal, viabilidade econômica e competitividade da atividade.

O Governo de São Paulo publicou a Resolução SAA nº 32 de 2026, atualizando os critérios estaduais de prevenção e controle do Greening nos municípios paulistas. A medida foi divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e substitui regras adotadas desde 2021.

Uma das principais mudanças envolve a divisão dos municípios entre áreas de baixa e alta incidência da doença. Pela nova classificação, localidades com até 10% de pomares contaminados serão consideradas de baixa incidência, enquanto municípios acima desse índice passam a integrar o grupo de alta incidência.

“Uma das inovações definidas na Resolução 32 trata da divisão municipal quanto à incidência da doença. A partir de agora, os municípios paulistas serão divididos entre localidades com baixa ou alta incidência do Greening”, afirma Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Outra atualização importante envolve o monitoramento do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da doença. A partir da nova resolução, produtores deverão realizar acompanhamento quinzenal dos pomares para interromper o ciclo do inseto e reduzir a disseminação da doença.

A resolução também flexibiliza parte das regras de erradicação compulsória. Em municípios classificados com alta incidência, produtores não precisarão mais eliminar árvores adultas contaminadas, desde que as áreas estejam sob manejo adequado. Nesses casos, a erradicação obrigatória passa a valer apenas para plantas novas, com até três anos de idade. Já nas regiões de baixa incidência, a eliminação continua obrigatória para plantas de qualquer idade.

“A atualização na legislação tenta adaptar-se à dura realidade do impacto da doença no Estado de São Paulo e trazer um equilíbrio para o setor citrícola em áreas de alta incidência, poupando a erradicação de pomares adultos desde que estejam sob correto manejo”, explica Paloschi.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, destaca que o estado já apresenta sinais de desaceleração da doença. “O enfrentamento ao Greening em São Paulo já começa a apresentar sinais importantes de desaceleração da doença, resultado de um trabalho técnico permanente de monitoramento, fiscalização e orientação aos produtores. A nova resolução atualiza a estratégia do Estado para garantir mais eficiência no controle do HLB, com equilíbrio entre proteção sanitária, sustentabilidade para o produtor e competitividade da citricultura paulista.”

Outra mudança estabelece novas exigências para o transporte interestadual de frutas cítricas. A partir de agora, será obrigatório o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito para outros estados, buscando eliminar folhas e ramos que possam atuar como vetores da doença. A única exceção prevista é para a tangerina Ponkan.

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