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Cooperativas concentram 53% da produção de grãos

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AnuárioCoop 2026 mostra que cooperativas agropecuárias lideram receitas, assistência técnica e participação na produção nacional

 

As cooperativas agropecuárias seguem ampliando sua participação na economia rural brasileira e consolidando seu papel como um dos principais motores do agronegócio nacional. Dados do AnuárioCoop 2026, divulgado hoje pelo Sistema OCB, mostram que o ramo Agropecuário movimentou R$ 487,3 bilhões em ingressos em 2025, respondendo por 57,4% de toda a receita gerada pelo cooperativismo brasileiro.

Além da liderança econômica, o segmento permanece como o maior empregador entre os sete ramos do cooperativismo, com 277 mil empregos diretos, e também foi o responsável pelo maior número de novas cooperativas registradas no período. O desempenho acompanha a expansão geral do setor, que atingiu 29 milhões de cooperados, 4.400 cooperativas em atividade e R$ 848,4 bilhões em ingressos em 2025.

O levantamento evidencia ainda a importância das cooperativas para a produção agrícola brasileira. Atualmente, elas participam de 53% da produção nacional de grãos, concentram 25% da capacidade de armazenagem do país e disponibilizam 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural, estrutura que contribui diretamente para elevar produtividade, difusão tecnológica e competitividade das propriedades rurais.

No mercado internacional, o cooperativismo também amplia sua relevância. As cooperativas exportadoras movimentaram US$ 17,4 bilhões, valor equivalente a 10,3% das exportações do agronegócio brasileiro, com destaque para café, carnes de aves, soja processada, carne suína e óleo de soja. O desempenho confirma o papel crescente das cooperativas na inserção internacional da produção agropecuária nacional.

Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, os resultados demonstram que o cooperativismo continua crescendo porque combina competitividade econômica com desenvolvimento das comunidades. A expansão do número de cooperados, o fortalecimento financeiro e o aumento da presença territorial reforçam essa capacidade de gerar riqueza compartilhada.

“O Anuário confirma uma tendência que observamos há alguns anos: o cooperativismo cresce em escala, amplia sua participação na economia e fortalece seu impacto nas comunidades. São resultados que demonstram a capacidade das cooperativas de gerar renda, emprego, crédito, produção e desenvolvimento em todas as regiões do Brasil”, complementa Tania.

Mais do que reunir produtores, as cooperativas agropecuárias vêm ampliando sua atuação como plataformas de negócios. Ao oferecer assistência técnica, armazenagem, industrialização, acesso ao crédito e apoio às exportações, tornam-se agentes estratégicos para agregar valor à produção rural. Em um ambiente de crescente competição internacional, essa estrutura tende a ganhar ainda mais importância para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro.

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