9 de março de 2020

Soja: USDA pode aumentar estoques

O novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) chega nesta terça-feira, 10 de março, porém, sem atrair grande atenção dos traders. O mercado tem sido dominado pelos acontecimentos geopolíticos e pela reação dos mercados financeiros e, por isso, os novos números poderiam ter uma influência limitada sobre o andamento dos preços, segundo acreditam analistas e consultores de mercado.

A demanda limitada de uma forma geral pelo coronavírus e um surto que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), pode se tornar uma pandemia, deverá refletir em menores exportações norte-americana, como explica Todd Hultmann, analista líder do portal internacional DTN The Progressive Farmer. “Até agora, 2020 tem sido um ano de surpresas que não param de aparecer. A última, o coronavírus se espalhando por todo o mundo, já está exercendo uma pressão óbvia sobre os preços das commodities norte-americanas. O novo boletim do USDA pode trazer exportações de grãos e alimentos, de uma forma geral, menores”, diz.

ESTOQUES FINAIS EUA – Com uma demanda limitada pela soja norte-americana e a China ainda ausente do mercado nos EUA, as expectativas do mercado são de aumento nos estoques finais do país de 11,54 milhões, estimadas em fevereiro, para 11,97 milhões de toneladas. As projeções variam de 11,16 a 15,95 milhões de toneladas. Dessa forma, ainda segundo o analista, o mercado espera também uma redução nas estimativas das exportações de soja dos EUA, e motivada não só pelo coronavírus, mas também pela maior competitividade maior do Brasil. Já a média esperada para os estoques finais de milho – 47,88 milhões – é menor do que o observado em fevereiro, de 48,06 milhões de toneladas. Os traders apostam em um intervalo de 44,88 a 48,06 milhões de toneladas. Ainda assim, como explica o consultor, o USDA ainda pode revisar também para baixo as exportações norte-americanas de milho.

ESTOQUES GLOBAIS – Os estoques finais mundiais de soja podem ficar entre 98,9 e 108,5 milhões de toneladas, com média 100,4 milhões. Em fevereiro, o USDA trouxe os estoques globais da oleaginosa em 98,9 milhões. Sobre o milho, os estoques finais do mundo têm média das expectativas de 296,8 milhões de toneladas, com os números podendo variar entre 294,9 a 299,5 milhões.

PRODUÇÃO DA AMÉRICA DO SUL – A produção de soja do Brasil não deverá trazer alterações, segundo a média esperada pelo mercado de 125 milhões de toneladas. Para a Argentina, a média das expectativas é de 53,4 milhões, contra o número de fevereiro de 53 milhões. O mercado espera ainda uma safra de milho do Brasil em 100,9 milhões de toneladas, ligeiramente menor do que o estimado há um mês – 101 milhões. Para a Argentina, o número pode passar de 50 para 50,1 milhões.

Fonte:  Notícias Agrícolas

 

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