Produtividade cresce impulsionada por manejo preventivo e soluções de alta precisão
A safra de maçã no Brasil vive um momento de consolidação técnica que vai além do aumento de volume colhido. O ciclo recente tem se destacado pelo salto de qualidade dos frutos, resultado direto de investimentos em manejo fitossanitário, tecnologia e planejamento agronômico nos pomares, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, responsáveis por cerca de 97% da produção nacional.
Dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) indicam que a colheita 2024/25 superou 700 mil toneladas, enquanto a projeção para 2025/26 alcança 876 mil toneladas, impulsionada por frutos com melhor calibre, coloração e teor de doçura. O desempenho reforça a posição do Brasil entre os 12 maiores produtores mundiais, com exportações para mais de 40 países.
Para sustentar esses resultados, o controle da sarna-da-macieira, considerada a principal doença da cultura, tem sido decisivo. Segundo Rudimar Spannemberg, engenheiro agrônomo de desenvolvimento de mercado da IHARA, o manejo preventivo é determinante. “A evolução da cultura da maçã está diretamente ligada à incorporação de tecnologia japonesa, especialmente no desenvolvimento de soluções fitossanitárias de alta precisão, manejo preventivo e foco na qualidade do fruto”, afirma.
Entre as soluções citadas pela empresa está o fungicida MIGIWA, lançado em 2025 para o controle prolongado da sarna, inclusive em períodos críticos da doença, sem causar russeting ou fitotoxicidade. Ensaios em áreas com histórico severo da doença indicaram 99,8% de eficiência no controle em folhas e frutos. “O produto é seguro, não causa russeting nem fitotoxicidade e pertence a um novo grupo químico, auxiliando na redução do risco de resistência”, destaca Spannemberg.
O manejo também envolve o uso de reguladores de crescimento. O VIVIFUL SC, segundo a IHARA, contribui para equilibrar o desenvolvimento vegetativo, melhorar a arquitetura das plantas e elevar a produtividade em até 30%, com redução de custos operacionais. Já no controle de pragas como mariposa-oriental, lagarta-enroladeira e mosca-das-frutas, o inseticida ELEITTO tem sido indicado pelo amplo espectro, efeito de choque e baixo período de carência, inclusive para áreas voltadas à exportação.
Manejo fitossanitário da macieira: desafios e soluções
Alvo no pomar |
Impacto na cultura |
Solução indicada |
Principais benefícios |
| Sarna-da-macieira (Venturia inaequalis) | Manchas em folhas e frutos, queda de produtividade e perda de padrão comercial | MIGIWA (fungicida) | Controle prolongado da doença, alta eficiência (até 99,8%), sem russeting ou fitotoxicidade, novo grupo químico que auxilia no manejo da resistência |
| Desequilíbrio vegetativo | Excesso de vigor, sombreamento, redução da frutificação e aumento de custos | VIVIFUL SC (regulador de crescimento) | Equilíbrio entre crescimento vegetativo e reprodutivo, melhor arquitetura das plantas, aumento de produtividade em até 30% |
| Mariposa-oriental (Grapholita molesta) | Danos diretos aos frutos, perdas qualitativas e risco à exportação | ELEITTO (inseticida) | Efeito de choque, amplo espectro de controle e baixo período de carência |
| Lagarta-enroladeira | Perfurações e danos estéticos nos frutos | ELEITTO (inseticida) | Controle eficiente das principais lagartas da cultura, segurança para o manejo integrado |
| Mosca-das-frutas | Perda total do fruto e restrições fitossanitárias | ELEITTO (inseticida) | Alta eficácia, flexibilidade de aplicação e adequação a áreas de exportação |
Fonte: IHARA; dados técnicos e ensaios de campo




