Programa do Grupo Publique mostra na prática modelo produtivo em Martinópolis (SP) antes da abertura oficial de congresso em Londrina (PR)
O programa Fala Carlão, apresentado por Carlão da Publique, fundador e CEO do Grupo Publique, foi a campo para mostrar, na prática, um dos conceitos que mais ganham espaço na pecuária moderna: a produção baseada na fertilidade do solo como base da nutrição animal.
Durante a cobertura do Congresso Mundial Brangus 2026, o programa acompanhou a gira técnica realizada na Fazenda Anamélia, em Martinópolis (SP), sede do trabalho Gen Brangus HP. A visita destacou o modelo de Supercria Regenerativa, que conecta manejo de solo, pastagem e desempenho animal dentro de um sistema integrado.

A presença do Grupo Publique reforça o papel da comunicação na tradução de conceitos técnicos para o produtor, mostrando na prática como a pecuária pode evoluir aliando produtividade, eficiência e sustentabilidade.
A etapa paulista integra a sequência de giras técnicas que marcam o início do congresso no Brasil. O evento reúne criadores, técnicos e especialistas de 11 países, além de mais de 600 animais inscritos, consolidando-se como um dos principais encontros globais da raça.
As visitas a campo têm como objetivo apresentar diferentes sistemas produtivos e estratégias de seleção genética adaptadas às diversas realidades do Brasil, ampliando a troca de conhecimento entre os participantes.
Londrina recebe etapa central a partir de amanhã
A programação avança agora para sua fase principal, que começa amanhã em Londrina (PR), no Parque de Exposições Ney Braga.
Entre os destaques estão:
- julgamentos de animais rústicos e de argola
- palestras técnicas com especialistas do setor
- leilões de genética Brangus
- eventos gastronômicos
A etapa em Londrina concentra o núcleo técnico e comercial do congresso, reforçando o protagonismo do Brasil na pecuária de corte e no melhoramento genético da raça.
A cobertura do Fala Carlão, ao destacar experiências como a da Fazenda Anamélia, evidencia um movimento mais amplo no setor: a busca por sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e conectados com o ambiente.
Nesse cenário, a combinação entre genética, manejo e tecnologia passa a ser decisiva — e eventos como o Congresso Mundial Brangus funcionam como vitrine e ponto de encontro para essa evolução.
O que é a Supercria Regenerativa?
A Supercria Regenerativa é um modelo produtivo que conecta solo, pastagem e nutrição animal para aumentar eficiência e sustentabilidade na pecuária.
- Solo como base do sistema
A fertilidade do solo é o ponto de partida, garantindo pastagens mais nutritivas e equilibradas. - Nutrição mais eficiente
Animais se desenvolvem a partir de pasto de maior qualidade, reduzindo dependência de suplementação intensiva. - Integração do sistema
O modelo considera a relação entre solo, planta e animal como um ciclo único de produção. - Foco em produtividade com sustentabilidade
Busca melhorar desempenho zootécnico sem comprometer o ambiente. - Tendência na pecuária moderna
Sistemas regenerativos ganham espaço como resposta à demanda por produção mais eficiente e sustentável. - Resumo prático:
A Supercria Regenerativa propõe produzir mais, com melhor qualidade, começando pelo solo e chegando ao animal.
Vale a pena adotar a Supercria Regenerativa?
A proposta de produzir a partir da fertilidade do solo tem ganhado espaço na pecuária — mas, na prática, quando esse modelo faz sentido para o produtor?
Quando vale a pena
Propriedades com foco em eficiência de pasto
Se a fazenda já busca melhorar a qualidade da pastagem, o sistema pode acelerar ganhos produtivos.
Custos elevados com suplementação
Ao investir no solo, é possível reduzir a dependência de insumos externos no médio prazo.
Sistemas que buscam maior desempenho animal
Pastagens mais equilibradas tendem a melhorar ganho de peso e desempenho reprodutivo.
Produtores atentos à sustentabilidade
O modelo atende a uma demanda crescente por produção com menor impacto ambiental.
Pontos de atenção
Retorno não é imediato
A melhoria do solo leva tempo e exige consistência no manejo.
Exige gestão técnica mais apurada
O produtor precisa acompanhar indicadores de solo, pastagem e desempenho animal.
Mudança de mentalidade
Sai o foco exclusivo no animal e entra uma visão integrada do sistema produtivo.
O que dizem os especialistas
A adoção tende a funcionar melhor quando integrada a um planejamento técnico completo, considerando clima, tipo de solo, genética do rebanho e pressão produtiva.
Conclusão prática
Vale a pena para quem pensa no médio e longo prazo.
Não é solução imediata, mas pode aumentar eficiência e reduzir custos ao longo do tempo.
A lógica é simples:
melhor solo → melhor pasto → melhor desempenho animal.




