Resultados do GETAP Verão 2026 reforçam importância do controle fitossanitário para explorar o potencial produtivo da cultura
O avanço dos tetos produtivos do milho brasileiro tem reforçado uma conclusão entre especialistas: genética de alto potencial, sozinha, já não garante os melhores resultados no campo. À medida que produtores ultrapassam a marca de 300 sacas por hectare, cresce a importância de estratégias capazes de preservar esse potencial durante todo o ciclo da cultura, especialmente o manejo eficiente de plantas daninhas.
Os resultados do GETAP Milho Verão 2026, considerado um dos principais concursos de produtividade da cultura no país, evidenciam essa tendência. Em áreas conduzidas em escala comercial, produtores alcançaram índices de até 362,8 sacas por hectare, demonstrando que o desempenho elevado depende da integração entre genética, planejamento agronômico e manejo fitossanitário.
Entre os destaques da competição esteve o Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (PR), que registrou 362,8 sacas por hectare na categoria sequeiro. Outra propriedade do grupo, em Guarapuava (PR), atingiu 343,1 sacas por hectare. Já no sistema irrigado, Bernardo da Silva Tisot, de Coxilha (RS), alcançou produtividade de 303 sacas por hectare. Em comum, essas áreas adotaram programas de manejo voltados ao controle da competição causada pelas plantas daninhas.
Para Valdumiro Garcia, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, os resultados reforçam a necessidade de integrar inovação e planejamento técnico. “A participação da IHARA no GETAP reforça nosso compromisso de validar soluções em campo, com dados técnicos e resultados consistentes. Mais do que proteger a lavoura, buscamos oferecer ferramentas que permitam ao agricultor explorar todo o potencial produtivo do milho e aumentar sua rentabilidade”, afirma.
Segundo Anderson Galvão, idealizador do GETAP, o concurso tem ampliado o entendimento sobre os fatores que determinam altas produtividades. “O GETAP é um fórum técnico voltado à discussão e à validação das melhores práticas agronômicas, envolvendo gestão, tecnologias aplicadas e manejo. A participação da IHARA fortalece esse movimento ao apoiar os agricultores com soluções tecnológicas que contribuem para elevar os níveis de produtividade”, destaca.
Entre os principais desafios enfrentados pelos produtores está a competição das plantas daninhas por água, luz e nutrientes. Quando o controle não é realizado no momento adequado, parte significativa do potencial produtivo da cultura pode ser comprometida antes mesmo das fases reprodutivas.
No concurso, áreas de maior desempenho utilizaram o herbicida SONDA HT, desenvolvido para controle em pós-emergência, com ação de contato e sistêmica sobre as plantas daninhas. Segundo a empresa, a tecnologia amplia o período de proteção da cultura ao combinar efeito residual e controle de novos fluxos de infestação.
Valdumiro destaca que o manejo deve ser encarado de forma integrada. “Os resultados obtidos pelas áreas que utilizaram nossas tecnologias mostram que ciência, inovação e recomendações agronômicas bem executadas fazem diferença na produtividade e na rentabilidade do agricultor”, conclui.




