Tecnologia de longa duração ajuda a reduzir estresse, perdas produtivas e custos no ciclo pecuário
Um parasita de poucos milímetros segue impondo um dos maiores desafios à pecuária brasileira. A mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) é responsável por perdas estimadas em R$ 15 bilhões por ano, segundo a Embrapa, ao comprometer o desempenho produtivo e o bem-estar dos bovinos. O impacto, porém, pode ser significativamente reduzido com manejo adequado e estratégias preventivas.
De acordo com o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal, um animal infestado pode deixar de ganhar até meia arroba em apenas sete meses. “Um animal infestado pode deixar de ganhar meia arroba de peso em apenas sete meses, o que significa menos R$ 150 por cabeça ao fim do ciclo produtivo”, afirma.
O problema vai além do ganho de peso. Cada mosca pode picar o animal até 40 vezes por dia, gerando estresse intenso, desconforto e risco de transmissão de agentes infecciosos. Mesmo infestações consideradas baixas podem resultar em centenas de picadas diárias por bovino, afetando diretamente o desempenho do rebanho.
Estudos conduzidos pela Universidade Federal do Maranhão e pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul indicam que bovinos protegidos por 210 dias contra a mosca-dos-chifres apresentaram ganho adicional de 15,8 quilos ao final do período, em comparação com animais infestados. As pesquisas também mostraram eliminação das moscas em até 30 minutos após a aplicação do produto avaliado.
Segundo Pivoto, o uso de brincos mosquicidas se destaca pelo custo-benefício. “O pecuarista pode cuidar do bem-estar animal com um manejo adequado de proteção. Os brincos mosquicidas estão entre as melhores opções e possuem excelente custo-benefício”, explica. Fiprotag® 210, produto desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal, oferece 210 dias de proteção (7 meses) com custo de aproximadamente R$ 7/animal. Ele reforça que o sucesso do controle depende da aplicação em todo o rebanho, preferencialmente antes do início das chuvas, e da retirada dos brincos ao final do período de ação, como forma de evitar resistência do parasita.
Mosca-dos-chifres: rebanho tratado x rebanho não tratado
Indicador |
Rebanho com controle da mosca-dos-chifres |
Rebanho sem controle |
| Ganho de peso no ciclo | +15,8 kg por animal em até 210 dias | Perda de até ½ arroba no mesmo período |
| Receita por animal | Maior rentabilidade ao final do ciclo | Redução de até R$ 150 por cabeça |
| Nível de estresse | Baixo – animais mais tranquilos e com melhor comportamento | Elevado – agitação constante e queda de desempenho |
| Número de picadas/dia | Praticamente inexistente após controle | Até 40 picadas por mosca/dia |
| Risco sanitário | Menor risco de transmissão de agentes infecciosos | Maior risco de infecções e lesões cutâneas |
| Bem-estar animal | Preservado | Comprometido |
| Eficiência alimentar | Melhor aproveitamento do alimento | Menor conversão alimentar |
| Custo do manejo | Baixo, com alto retorno econômico | Prejuízo acumulado ao longo do ciclo |
| Resistência do parasita | Controlada com uso correto e retirada no período indicado | Tendência de aumento sem manejo adequado |
Fonte: Embrapa; UFMA; UFMS; Vetoquinol Saúde Animal


