Indústria de Ribeirão Preto (SP) investiu R$ 20 milhões nos últimos anos
A Plataforma AgroRevenda foi recebida no início de outubro na fábrica da Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A., em Ribeirão Preto (SP). Um trabalho pioneiro em reciclagem
de embalagens de defensivos agrícolas, que cresce sem parar, trabalha com metade do material devolvido, emprega diretamente três mil pessoas e produz 15 milhões de artefatos por ano. Iniciativa de valor comandada pelo presidente Marcelo Okamura e o diretor de operações Rogério Fernandes. Que ampliou a planta industrial de Ribeirão, com investimento superior a R$ 20 milhões nos últimos anos. Junto com a fábrica de Taubaté, passarão a ter capacidade instalada para processar 25 mil toneladas de plástico por ano.
Dedicada exclusivamente ao processo de reciclagem por sopro, a fábrica inaugurada em 2018 transforma resinas pós-consumo oriundas de embalagens rígidas de defensivos agrícolas usadas no campo em novas embalagens, que retornam ao mercado por meio de grandes empresas do setor agroquímico. “O investimento é a reafirmação do compromisso com a circularidade e com o futuro do agronegócio no Brasil. Não existe país no mundo com um modelo de reciclagem em alta escala no setor como o nosso”, afirmou Marcelo Okamura.
A unidade atende clientes do Norte de São Paulo e de Minas Gerais, e recicla as embalagens pós-consumo e as transformaem produtos como as Ecoplástica ®, desenvolvida com mais de 85% de resina reciclada. Produzidas com 100% de matéria-prima reciclada e de origem controlada, a empresa também desenvolve a Ecocap®, um sistema de tampas de alta performance.
O impacto do ciclo de vida da embalagem em comparação com a mesma quantidade de recipientes fabricados com resina virgem evitou a emissão de 16,3 mil toneladas de CO2e, o que corresponde ao plantio de 116,4 mil árvores. A iniciativa também evitou o consumo de 826 milhões de litros de água e de 701,6 milhões de megajoules de energia. “Plástico só vira lixo quando é jogado equivocadamente por alguém no meio ambiente”, observou Emil Stegle, Gerente de Operações, Projetos e Desenvolvimento na Campo Limpo Plásticos de Ribeirão Preto (SP).




