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O que é um Plano Safra do Brasil? Por Riba Ulisses

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O Plano Safra 2020/2021 foi lançado nesta semana pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O que é isto?
É uma promessa feita todo ano pelo Governo Federal.
Sobre como pretende ajudar os produtores rurais e as cooperativas no plantio, na colheita e comercialização da safra que eles vão cultivar de julho de um ano ao fim de junho do ano seguinte.

Um período em que nosso país deve produzir mais de duzentos e cinquenta milhões de toneladas de grãos.
Sem falar na produção de trinta milhões de toneladas de carnes. Bovinos, suínos, frangos, peixes e ovinos.
O grosso desse resultado vem do agro mais sofisticado e moderno, que consegue financiamentos regularmente.
O objetivo do Plano Safra é auxiliar prioritariamente os médios e pequenos produtores, os que mais precisam de crédito a juros mais baixos do que o mercado cobra.
Gente, por exemplo, ligada a programas como o da agricultura familiar, o Pronaf.

O governo informou que pretende injetar R$ 236,3 bilhões no Plano Safra, que vai de primeiro de julho próximo a 30 de junho de 2021.
Quase 5,8% a mais do que no ano passado.
R$ 179 bilhões no custeio e comercialização.
R$ 57 bilhões em investimentos, principalmente equipamentos.
A maioria dos créditos será contratada a juros controlados, de 2,9% a 6%.

A ministra Tereza Cristina disse que o plano tem dois enfoques: aumentar o volume para equalizar juros e diminuir as taxas de juros a fim de atender principalmente o pequeno e o médio produtor.
As taxas de juros devem cair entre um e dois pontos percentuais em média, dependendo da finalidade do dinheiro e do porte do produtor.

Mas o facão do governo também foi usado no Plano Safra.
O Moderfrota, programa de financiamento de máquinas agrícolas, foi a única linha de investimento que teve corte no dinheiro prometido.
Vai receber R$ 6,5 bilhões, 14,4% a menos do que em 2019.
Tereza Cristina tentou contornar a situação, alegando que o Banco do Brasil deve oferecer na próxima safra R$ 2,5 bilhões em recursos com regras parecidas ao Moderfrota.

Falando dos investimentos, o MAPA informou que os programas mais beneficiados serão os de incentivo à inovação tecnológica, apoio ao médio produtor rural, incentivo à irrigação, à produção em ambiente protegido, de modernização da agricultura, conservação de recursos naturais e política de bioinsumos.

Olhando para a distribuição do dinheiro do plano safra inteiro, quem mais vai utilizar o crédito serão os grandes produtores e cooperativas, com quase R$ 170 bilhões. Depois, vêm os pequenos e médios, com R$ 33 bilhões.
Não há injustiça.
É que em qualquer agronegócio moderno os maiores produtores necessitam de um volume de recursos compatível com o tamanho da produção.
O que o brasileiro precisa torcer é que a burocracia não dificulte a chegada do dinheiro para o bolso dos agricultores e pecuaristas, que o clima ajude, a safra seja boa e a economia volte minimamente ao normal.
Assim, vai ter alimento para todos e a preços razoáveis para os consumidores, e justos para quem lavrou a terra e cuidou da criação animal.

 

Coluna Radar Agro

por Riba Ulisses

Jornalista há 38 anos. Formado na Universidade Estadual de Londrina e com especialização em Marketing na Cásper Líbero, em São Paulo. As principais experiências foram no jornalismo de televisão, e em revistas, sites e eventos ligados ao Agronegócio. Tem passagens por empresas como TV Globo, SBT, Safeway,  Jornal da Tarde, Folha de Londrina, Revista Placar e Rede Paranaense de Comunicação. Reportagem, com produção de matérias, programas e telejornais, e coordenação de equipes de trabalho em informação e entretenimento.
Desde 2017, AgroDiretor de Conteúdo no Grupo Publique.

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