O governo federal publicou nesta terça-feira, no Diário Oficial da União (DOU), a revogação do decreto que autorizava a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização.
Depois de um mês de protestos, invasões, ameaças e depredação de índios em Santarém (PA).
No sábado passado, os criminosos invadiram o escritório da Cargill e impediu o trabalho de transporte de grãos no terminal.
Eles usaram revólveres, facas, facões e flechas.
E conseguiram exatamente o que desejavam,do Governo Federal.
A decisão do governo de recuar da medida havia sido divulgada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, um dos maiores invasores de imóveis urbanos na capital paulista.
A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) informou que repudia os atos dos índios que ocuparam a sede, terminais portuários e embarcações da Cargill em Santarém (PA). E denunciou que os episódios envolveram vandalismo, destruição de equipamentos, danos a estruturas operacionais, ameaças a trabalhadores e restrição da liberdade de funcionários por horas, colocando em risco a integridade física das pessoas presentes.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota onde chamou o ato de ilegal e incompatível com o Estado Democrático de Direito.
E acrescentou que o ordenamento jurídico brasileiro garante o direito de manifestação, mas não autoriza a invasão de propriedade privada nem a interrupção forçada do funcionamento de empresas.
E que “essa barbaridade está atrapalhando o comércio exterior do Brasil. Isso é muito, muito perigoso”.
Viva o retrocesso!