Dois fatos marcaram neste mês os tempos catastróficos de políticas protecionistas e benevolência com criminosos no Brasil.
Índios armados invadiram no sábado os escritórios da Cargill, no terminal de Santarém (Pará).
Os criminosos alegam que uma possível dragagem do rio Tapajós para uma eventual ampliação do escoamento de produtos agrícolas pela rota hidroviária traria impactos para eles.
Os índios depredaram parte do escritório, intimidaram os funcionários da empresa com revólveres, facões e flechas, além de interceptarem as embarcações, paralisando as atividades na região.
As exigências estão ligadas ao decreto do governo federal que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).
A multinacional Cargill é globalmente reconhecida pela atuação em conformidade com as leis e possui um papel essencial para a garantia de mercado e do escoamento dos grãos produzidos pelos produtores rurais das mais diferentes regiões do Brasil.
A sociedade aguarda por uma resposta rápida e energética contra os índios bandidos.
E o Comitê-Executivo de Gestão (GECEX) aprovou a proposta de realinhamento das alíquotas do Imposto de Importação para bens de capital, informática e telecomunicações.
Resumindo: aumento de tarifa para as empresas que precisam importar bens para melhorar a produção e crescer as vendas.
A medida foi formalizada no início de fevereiro.
O aumento pode chegar a 7,2%.
O parque industrial brasileiro é velho.
Não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global.
O regime de Ex-Tarifário sempre foi uma ferramenta estratégica para estimular investimentos, permitindo a importação de bens de capital sem similar nacional com alíquota zero de Imposto de Importação, mediante processo técnico junto ao Ministério da Indústria e Comércio Exterior.
O aumento vai tornar mais caros motores de portão em condomínios, televisores, eletrodomésticos, manutenção de equipamentos hospitalares, exames médicos, além de obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração.
Medida semelhante foi tomada na década de 190 para proteger a indústria brasileira de carros.
O saldo foi o brasileiro ser obrigado a comprar ‘verdadeiras carroças’.
A sociedade espera do Governo Federal medidas que equilibrem proteção e modernização.
Indústria nacional merece proteção, mas precisa de tecnologia de ponta.
Vamos torcer para esse tempo sombrio ser varrido definitivamente do nosso cenário.
Os brasileiros não merecem!