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Câmara Federal decide: leite é leite, carne é carne, queijo é queijo!

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, dia 3, um projeto de lei que proíbe o uso de denominações tradicionalmente associadas a produtos de origem animal como  alimentos de origem vegetal.
Essencialmente, leites e carnes.
O texto foi aprovado em plenário e vai ser enviado ao Senado para análise.

A exceção é para nomes ‘consagrados’ e de uso comum.
O objetivo é não denominar produtos de maneira equivocada sobre a natureza, a origem ou a finalidade do alimento.
A rotulagem terá de ser clara e em português

Estabelecimentos do ramo de alimentação e fabricantes de alimentos que comercializem produtos lácteos, similares aos lácteos, de carne ou similares à carne, deverão apresentar informação clara, ostensiva e em língua portuguesa sobre a natureza do produto.

A Câmara Federal informou que existem muitos países europeus com regras mais rígidas, como a Alemanha, onde um termo não pode ser associado a outra matéria-prima.
Mas França, Itália e Espanha admitem expressões como ‘queijo vegano’ ou ‘queijo vegetal’.

No senado brasileiro, a discussão tende a se concentrar em dois pontos: como diferenciar produtos vegetais sem confundir o consumidor e qual será o impacto prático na rotulagem e na comunicação comercial de alimentos plantados e de seus similares.

Aparentemente, o assunto parece pouco relevante.
Não é!
Está claro no Código do Consumidor.
As pessoas têm o direito de saber o que estão consumindo.

Não existe leite de castanha.
A castanha é moída e resultado em um caldo.
Ou um suco.
Leite é um produto originário das tetas dos mamíferos.

Não existe hamburguer vegetal.
Existem vegetais moídos.
Queijo é um alimento resultado da prensa e da desidratação do leite de animais mamíferos.

Só isso.
Clareza total ao consumidor.
O objeto de desejo de toda a indústria de alimentos do planeta.

 

 

 

 

Coluna Radar Agro

por Riba Ulisses

Jornalista há 38 anos. Formado na Universidade Estadual de Londrina e com especialização em Marketing na Cásper Líbero, em São Paulo. As principais experiências foram no jornalismo de televisão, e em revistas, sites e eventos ligados ao Agronegócio. Tem passagens por empresas como TV Globo, SBT, Safeway,  Jornal da Tarde, Folha de Londrina, Revista Placar e Rede Paranaense de Comunicação. Reportagem, com produção de matérias, programas e telejornais, e coordenação de equipes de trabalho em informação e entretenimento.
Desde 2017, AgroDiretor de Conteúdo no Grupo Publique.

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