Com animais de até 3 metros de envergadura nos chifres, exposição marca avanço da genética e novas oportunidades para cruzamentos no país
Uma das raças bovinas mais emblemáticas do mundo desembarca pela primeira vez na ExpoLondrina, trazendo não apenas impacto visual, mas também novas perspectivas para a pecuária de corte brasileira. O Texas Longhorn, conhecido pelos chifres que podem ultrapassar três metros de ponta a ponta, estreia no evento como símbolo de rusticidade, adaptabilidade e potencial produtivo.
Os animais estarão expostos nas baias ao longo da feira, permitindo ao público observar de perto características que vão além da estética. Apesar da aparência imponente, trata-se de uma raça reconhecida pela docilidade e pela capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas, fatores que têm impulsionado sua expansão no Brasil nos últimos anos.
Segundo Luigi Carrer Filho, diretor de Pecuária e Melhoramento Genético da Sociedade Rural do Paraná, a presença inédita da raça no evento reforça a relevância da ExpoLondrina. “Até pouco tempo essa raça não estava presente em território brasileiro, mas em 2024 houve um incremento do Longhorn por aqui e sua excelente adaptação em nosso solo está fazendo com que esse movimento seja crescente. Ter animais dessa raça pela primeira vez na ExpoLondrina é muito gratificante para nós e mostra a força do evento na pecuária nacional”, afirma.
Responsável por trazer os animais ao país, o criador José Soares Cardoso Neto destaca a resistência da raça como um diferencial estratégico. “Ele fica bem com 40 graus positivos e com 20 graus negativos, nem sente, é de alta adaptabilidade”, afirma.
Além disso, o Longhorn chama atenção pelo desempenho produtivo. “O Texas Langhorn tem menos colesterol que o frango e mais ômega 3 que o salmão, é uma carne super saudável, ele é um gado que dá um rendimento de carcaça extraordinário”, complementa o criador.
A feira também será palco do primeiro leilão da raça no Brasil, com 25 animais e oferta de embriões, sinalizando o início de uma nova frente de negócios no país. A estratégia inclui cruzamentos com matrizes F1 Angus, visando elevar a qualidade da carne e ampliar a eficiência produtiva.




