Condições climáticas e permanência do milho no campo favorecem explosões populacionais e exigem monitoramento e controle antecipados
A chegada do milho safrinha encontra produtores diante de um cenário sanitário delicado em várias regiões do país. O avanço da cigarrinha-do-milho, favorecido por temperaturas elevadas e pela continuidade do cultivo do cereal ao longo do ano, aumenta o risco de prejuízos logo nos estágios iniciais da lavoura.
Hoje, cerca de 75% da produção nacional do grão vem da segunda safra, cultivada principalmente após a soja. Embora esse sistema traga ganhos de escala e eficiência, ele também mantém plantas hospedeiras disponíveis por mais tempo no campo, criando ambiente ideal para multiplicação da praga. Segundo especialistas, o inseto encontra condições ideais de reprodução entre 26°C e 32°C, encurtando seu ciclo e ampliando rapidamente as populações.
“O milho safrinha começa sob um cenário de risco elevado, porque a população da cigarrinha já vem crescendo desde o início do verão”, afirma Alziro Pozzi Neto, engenheiro agrônomo da Ourofino Agrociência. A presença do chamado milho tiguera, plantas voluntárias que sobrevivem entre safras, também mantém ativos os agentes causadores dos enfezamentos pálido e vermelho, doenças que comprometem o desenvolvimento das plantas e podem causar perdas superiores a 70%.
Dados do setor indicam que a incidência da praga cresceu 177% nos últimos dois anos, reforçando a necessidade de monitoramento desde a emergência das plantas. A recomendação técnica inclui armadilhas adesivas, controle inicial até o estágio V6 e adoção do manejo integrado, com rotação de ativos e eliminação da “ponte verde”. “Não existe solução isolada. O sucesso no controle da cigarrinha passa pelo manejo integrado”, reforça Pozzi Neto.
É essencial associar ferramentas biológicas e químicas, como o Vivantha, inseticida de ação sistêmica, com amplo espectro de controle e forte ação sobre as principais pragas sugadoras, e o Looked, inseticida foliar com controle eficaz e imediato por contato e ingestão, com mecanismos neurotóxicos distintos. Este produto possui amplo espectro, rápida absorção e embalagem hidrossolúvel, que reduz o odor e facilita a preparação da calda. Ambas são soluções da Ourofino Agrociência.




