Inseticida chega ao mercado em meio ao avanço da doença e à pressão por produtividade na citricultura
A citricultura brasileira entra no ciclo 2026/27 sob um cenário de alerta sanitário e incertezas climáticas. Ao mesmo tempo em que o mercado projeta crescimento na produção, a disseminação do psilídeo — inseto responsável por transmitir a bactéria do greening — amplia o risco de perdas e eleva a pressão sobre o manejo nos pomares. Dados do Fundecitrus indicam que quase metade das árvores no principal cinturão citrícola do país já apresenta sintomas da doença, considerada hoje o maior desafio estrutural do setor.
Sem cura conhecida, o greening compromete a produtividade, acelera a queda de frutos e reduz a vida útil das plantas, forçando erradicações precoces e aumentando custos de replantio. Nesse contexto, a IHARA anunciou o lançamento do inseticida Chaser EW, desenvolvido para ampliar a eficiência no controle do vetor e fortalecer estratégias de manejo integrado.
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de produtos inseticidas da empresa, Michel Tomazela, a chegada da tecnologia ocorre em um momento crítico para o produtor. “Diante de um cenário climático desafiador, da pressão crescente do Greening e do aumento dos custos de controle, o citricultor precisa de soluções que entreguem rapidez, eficiência e consistência no controle do psilídeo. O Chaser foi desenvolvido justamente para atuar de forma estratégica no manejo do vetor”, afirma.
A solução combina ação de choque sobre adultos e ninfas com efeito anti-feeding, que interrompe a alimentação do inseto e reduz a transmissão da doença. A formulação também inclui ação repelente e elevada persistência nas folhas, mesmo após chuvas, o que amplia o período de proteção e diminui a necessidade de reaplicações.
Apesar das ameaças fitossanitárias, as perspectivas de mercado seguem positivas. Projeções do USDA apontam que o Brasil pode atingir 330 milhões de caixas de laranja na safra 2026/27, alta de 3,7% em relação ao ciclo anterior. Nesse cenário, cada perda por queda de frutos ou erradicação de plantas tem impacto direto na rentabilidade e na oferta para a indústria.
Para o gerente de Marketing Regional da IHARA, João Silvatti, o controle do vetor exige uma abordagem integrada. “A combinação de técnicas, rotatividade de mecanismos de ação e atenção às condições climáticas é fundamental para potencializar o combate ao vetor da doença”, destaca.




