Especialistas alertam que intervenções estratégicas neste período são fundamentais para interromper o ciclo do parasita e evitar alta infestação nos meses seguintes
A aproximação do fim do período chuvoso não significa alívio imediato para a bovinocultura. Mesmo com a redução gradual das chuvas em diversas regiões do país, o ambiente ainda favorece a sobrevivência e reprodução do carrapato, elevando o risco de infestações que podem comprometer o desempenho produtivo do rebanho nos meses seguintes.
Calor e umidade criam condições ideais para o desenvolvimento do Rhipicephalus microplus, principal ectoparasita dos bovinos no Brasil. Em cenários favoráveis, o ciclo do parasita pode se completar em cerca de três semanas, permitindo a formação de novas gerações capazes de sustentar níveis elevados de infestação no outono. Além do desconforto e estresse aos animais, o carrapato está associado à chamada Tristeza Parasitária Bovina, enfermidade que provoca perdas produtivas e aumento dos custos com tratamentos.
Segundo Fernando Dambrós, gerente de produtos antiparasitários (endo e ecto) da Ourofino Saúde Animal, o controle neste momento tem impacto direto sobre o cenário das próximas estações. “Muitos produtores associam o problema apenas ao auge das chuvas, mas o risco não termina no fim de fevereiro. As últimas gerações formadas no período chuvoso são justamente as que vão sustentar a infestação no início do outono”, afirma. Ele ressalta que a adoção de medidas preventivas reduz a carga parasitária e evita que o problema se intensifique.
O especialista também alerta que o controle reativo, feito apenas quando a infestação é visível, tende a ser menos eficiente. “Mesmo quando vemos pequena quantidade no animal, muitas formas imaturas já estão na pastagem. Por isso, o manejo precisa ser planejado, considerando ciclo biológico, histórico da propriedade e pressão parasitária da região”, explica.
Outro fator crítico é o risco crescente de resistência aos produtos utilizados no controle. Aplicações inadequadas, intervalos incorretos e subdosagens contribuem para a seleção de parasitas mais resistentes. Nesse cenário, o uso correto das tecnologias disponíveis e o planejamento sanitário tornam-se fundamentais para manter a eficácia do controle e preservar a produtividade do sistema.
Dentro desse contexto, a Ourofino Saúde Animal destaca o NexLaner, primeiro ectoparasiticida à base de fluralaner desenvolvido por uma empresa brasileira. A molécula, reconhecida pela alta eficácia no controle de carrapatos, passa a contar com formulação nacional, ampliando o acesso do produtor a uma alternativa estratégica no manejo sanitário.
Com menor período de carência e alta performance, a solução contribui para alinhar eficiência sanitária, produtividade e planejamento do rebanho, especialmente em momentos críticos como a transição entre estações.




