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Frio exige manejo mais rigoroso na criação de tilápias

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Especialista orienta produtores a reforçar cuidados com temperatura, alimentação e sanidade para reduzir perdas durante o inverno

 

A chegada do inverno impõe uma série de ajustes às fazendas de tilápia, especialmente nas fases de alevinagem e recria, quando os peixes apresentam maior sensibilidade às baixas temperaturas. Com a redução da temperatura da água, o metabolismo dos animais desacelera, comprometendo o consumo de alimento, o crescimento e a capacidade de resposta imunológica. Por isso, especialistas recomendam que os produtores reforcem o monitoramento dos viveiros e adaptem o manejo para minimizar perdas produtivas e sanitárias durante o período mais frio do ano.

As medidas envolvem desde alterações na rotina alimentar até cuidados com a qualidade da água e o planejamento sanitário. O objetivo é reduzir o estresse dos peixes e evitar que condições típicas do inverno favoreçam o surgimento de doenças capazes de comprometer todo o ciclo de produção. A atenção é ainda maior com alevinos e juvenis, considerados os estágios mais vulneráveis da criação.

Talita Morgenstern: metabolismo desacelera no frio

Segundo Talita Morgenstern, médica-veterinária e coordenadora técnica da unidade de negócio de Aquicultura da MSD Saúde Animal, a temperatura da água influencia diretamente o desempenho dos animais. “A tilápia tem seu desenvolvimento ideal em águas que variam entre 26°C e 30°C. Quando a temperatura da água cai para patamares inferiores a 22°C, o metabolismo do peixe desacelera significativamente”, explica. Como consequência, ocorre redução no consumo de ração, atraso no crescimento e aumento da suscetibilidade a infecções causadas por fungos, bactérias e vírus.

Entre as recomendações para esse período está o monitoramento frequente da temperatura e dos níveis de oxigênio dissolvido na água. O manejo alimentar também deve ser ajustado, priorizando a oferta de ração nos horários mais quentes do dia, normalmente no início da tarde. “Tratar os peixes nos horários mais quentes do dia, geralmente no início da tarde, permite um melhor aproveitamento do alimento. Ração que sobra no fundo do tanque vira matéria orgânica, piorando a qualidade da água”, ressalta Talita.

Outra orientação é reduzir procedimentos que provoquem estresse, como biometrias, classificações, transferências de tanques e vacinações durante os dias mais frios. Também é importante manter densidade adequada dos viveiros e conduzir com cautela a renovação da água e a aeração, evitando a mistura das camadas e o resfriamento adicional do ambiente aquático.

O planejamento sanitário também ganha importância no inverno. A especialista recomenda que a vacinação seja realizada antes da chegada das ondas de frio intenso. “Aplicar vacinas em peixes que já estão sob estresse térmico severo ou com a saúde debilitada reduz a eficácia do imunizante e pode elevar a mortalidade”, afirma. Ela acrescenta que a imunização contra estreptococos deve integrar um programa anual, permitindo que os peixes desenvolvam proteção antes dos períodos de maior risco sanitário. Com um manejo preventivo e ajustes operacionais, os produtores aumentam as chances de atravessar o inverno preservando desempenho produtivo, sanidade e rentabilidade da atividade.

Para esse manejo, soluções como as vacinas AQUAVAC® Strep SaSi e AQUAVAC® Strep 4, da MSD Saúde Animal, podem ser utilizadas conforme o perfil de desafio presente em cada região, contribuindo para um programa sanitário mais robusto e adaptado à realidade do produtor.

 

 

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