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Experimento acelera recuperação de pastagens degradadas

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Duas áreas de pastagem, uma degradada e outra recuperada com manejo. Imagem gerada por IA

Pesquisa aponta ganhos na fertilidade do solo e maior eficiência produtiva em área de integração entre árvores, pastagem e bovinos

 

A recuperação de pastagens degradadas pode ocorrer em menos da metade do tempo normalmente observado quando o manejo da fertilidade do solo é conduzido de forma adequada. Essa é a principal conclusão de um experimento realizado pela Massari Fértil e Morro Verde em um sistema silvipastoril localizado em Dueré (TO), onde a área voltou ao pastejo em 11 meses, ante um período estimado de cerca de 24 meses em condições convencionais. O resultado reforça o potencial da correção do solo como ferramenta para aumentar a produtividade da pecuária sem necessidade de expansão sobre novas áreas.

O estudo foi desenvolvido em um sistema que integra eucalipto, pastagem e bovinos, modelo que vem sendo adotado por produtores interessados em combinar ganhos econômicos e benefícios ambientais, como conforto térmico para os animais, conservação do solo e maior captura de carbono. Na área experimental, foi aplicada superficialmente uma dose de três toneladas por hectare de um condicionador de solo desenvolvido pela empresa, voltado à construção da fertilidade dos solos tropicais. Após 11 meses, a pastagem apresentava condições para retomar o pastejo.

As análises químicas indicaram mudanças expressivas na qualidade do solo. O pH aumentou de 4,5 para 5,4, enquanto o teor de fósforo disponível evoluiu de 6 para 33 ppm na camada superficial. O experimento também registrou a eliminação do alumínio tóxico, fator que limita o desenvolvimento radicular das plantas, e a saturação por bases passou de 17% para 78% na camada de 0 a 20 centímetros, indicando recuperação significativa da fertilidade.

Segundo Cláudio Monteiro, químico da Massari Fértil e Morro Verde, acelerar a recuperação da fertilidade reduz o período em que a área permanece improdutiva e melhora o retorno econômico da atividade. “Recuperar a fertilidade do solo significa restabelecer a capacidade produtiva da pastagem. Quanto mais rapidamente isso ocorre, menor é o tempo de imobilização da área e maior o retorno econômico para o produtor”, afirma.

Os resultados dialogam com um desafio de escala nacional. Estimativas da Embrapa indicam que cerca de 28 milhões de hectares de pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação, comprometendo a produtividade e a sustentabilidade da pecuária. Nesse contexto, tecnologias que elevam a fertilidade do solo podem contribuir para intensificar a produção em áreas já consolidadas, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas e fortalecendo uma pecuária mais eficiente do ponto de vista econômico e ambiental.

Embora o experimento tenha sido conduzido em uma única área e utilizando uma solução específica da empresa, os resultados reforçam a importância do manejo da fertilidade como componente estratégico da recuperação de pastagens. A adoção dessas práticas, associada ao acompanhamento técnico e ao manejo adequado da propriedade, tende a ganhar espaço em um cenário em que a intensificação sustentável da produção pecuária se torna cada vez mais necessária para atender ao crescimento da demanda por alimentos.

 

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