Uso de calcário micronizado permite reação mais rápida no perfil do solo e prepara a lavoura para enfrentar falta de chuvas
Diante de cenários climáticos cada vez mais desafiadores, produtores de cana-de-açúcar vêm adotando tecnologias voltadas ao fortalecimento do sistema radicular como estratégia para manter a produtividade. Entre as soluções disponíveis, o uso de calcário micronizado tem se destacado por atuar em profundidade no solo, favorecendo o desenvolvimento das raízes e tornando a cultura mais resistente a períodos de estiagem e veranicos.
De acordo com Cláudio Monteiro, químico responsável pela área de Desenvolvimento e Pesquisa da Massari, a principal diferença está na granulometria do produto. “Um solo bem corrigido, em profundidade, tem maior desenvolvimento radicular, e as plantas ficam menos suscetíveis aos períodos de veranicos. O calcário convencional é mais grosso em relação ao calcário micronizado, então é considerado imóvel no solo. O calcário micronizado, por conta da sua granulometria, consegue descer no perfil do solo e corrigi-lo em profundidade”, afirma.
Segundo Monteiro, a reação mais rápida do produto permite resultados em até 60 dias, enquanto o calcário convencional costuma demandar cerca de 90 dias. “Esse tipo de calcário não é como o convencional, que é mais grosseiro e demora mais para aderir ao solo. Por ser mais fino, ele consegue ter uma reação mais rápida e uma melhor aderência”, explica.
A Massari desenvolveu o DGMS, fertilizante natural à base de calcário micronizado, que está no mercado há oito anos. O produto vem sendo utilizado para reduzir perdas em períodos de calor intenso e baixa precipitação. “Em épocas de estiagem, em que não chove e o calor é intenso, a cana não resiste muito e há muitas perdas. Mas, feita essa correção do solo com o fertilizante à base de minério, o solo vai ficar menos ácido e a cultura irá sobreviver mais”, relata Monteiro.
Testes recentes foram realizados em uma área experimental da Coplacana, em Piracicaba (SP), com aplicação do DGMS Total Mix + S + Fosfakal. A lavoura será acompanhada durante o Coplacampo 2026, de 23 a 27 de fevereiro, quando trincheiras permitirão a avaliação direta do desenvolvimento radicular.




