Projeção de crescimento de 3,4% reforça foco do agricultor em eficiência e gestão inteligente de ativos
Após um ciclo de forte expansão, o mercado brasileiro de máquinas agrícolas deve desacelerar em 2026. Dados da Abimaq e da Anfavea indicam que, depois de crescer 10% em 2025 e atingir R$ 68 bilhões em receita, o setor deve avançar apenas 3,4% no próximo ano. O ritmo mais moderado reflete juros elevados, crédito restrito e maior cautela dos produtores diante da precificação das commodities.
Nesse ambiente, a estratégia tende a migrar da renovação do parque de máquinas para a gestão mais eficiente dos equipamentos já disponíveis. Para João Pierobon, agricultor e embaixador dos lubrificantes Mobil™ no segmento agrícola, o momento exige disciplina operacional. “O produtor vai precisar extrair o máximo de desempenho das máquinas que já possui, garantindo que elas estejam bem cuidadas, com manutenção em dia e operando de forma eficiente”, afirma.
A aplicação de tecnologia surge como aliada nesse processo. Sistemas embarcados em tratores e colheitadeiras, combinados a sensores, GPS de alta precisão e inteligência artificial, permitem monitoramento em tempo real e análise contínua de desempenho. O uso de dados contribui para antecipar falhas e planejar intervenções antes que ocorram quebras inesperadas.
Segundo Pierobon, a manutenção preditiva passa a ser diferencial competitivo. “Em um cenário de margens mais apertadas, evitar paradas inesperadas no maquinário pode fazer toda a diferença”, aponta.
Além da eficiência operacional, 2026 deve manter a pressão por práticas alinhadas a critérios ambientais e ESG. Fabricantes tendem a investir em tecnologias que reduzam consumo de combustível e ampliem eficiência energética, reforçando a sustentabilidade como vetor estratégico. Com menos expansão e mais gestão, o ano aponta para um agro orientado por dados, tecnologia embarcada e uso inteligente de ativos, em busca de rentabilidade e resiliência.




