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Setor segurador recorre ao Congresso para garantir recursos ao seguro rural

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Veto à LDO reacende insegurança orçamentária do PSR em um momento de baixa cobertura no campo

 

A proteção financeira do produtor rural voltou ao centro do debate político em Brasília após o veto presidencial a um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que garantia maior previsibilidade aos recursos do seguro rural. A decisão reabre a possibilidade de bloqueios e contingenciamentos no Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR), mecanismo considerado essencial para a gestão de riscos no campo.

Diante do cenário, entidades do agronegócio e do mercado segurador intensificaram articulações no Congresso Nacional para tentar reverter o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação do setor é de que a medida amplia a insegurança justamente em um momento de maior exposição a eventos climáticos extremos e margens mais apertadas para o produtor.

Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), apenas 3% da área plantada no Brasil conta atualmente com cobertura de seguro rural — o menor índice da série histórica. O número contrasta com a expansão da área cultivada nos últimos anos e evidencia a dificuldade de ampliar a proteção sem uma política estável de subvenção.

Para Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o veto agrava um problema estrutural. “A retirada da blindagem orçamentária devolve ao setor do agronegócio e do mercado de seguros rurais a falta de previsibilidade e de tranquilidade para o planejamento de seguradoras, produtores e resseguradores”, afirma.

O contraste com outros países evidencia o desafio. Nos Estados Unidos, cerca de 90% da área plantada das principais culturas é segurada, com forte participação do governo no subsídio ao prêmio. No Brasil, a subvenção anual gira em torno de R$ 1 bilhão, quando a demanda estimada pelo setor é de pelo menos R$ 4 bilhões.

 

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