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Oferta global desafia mercado de fertilizantes

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Congresso da ANDA reunirá lideranças para avaliar riscos e oportunidades da próxima safra

 

O mercado de fertilizantes chega ao planejamento da safra 2026/27 cercado por incertezas sobre oferta global, custos e competitividade. Em um setor fortemente dependente do comércio internacional, qualquer desequilíbrio entre produção e demanda pode influenciar diretamente o preço dos insumos, o planejamento agrícola e a rentabilidade das propriedades rurais.

Esse cenário será um dos principais temas do 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes (CBFer), promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), no dia 25 de agosto, em São Paulo. O encontro reunirá especialistas, representantes da indústria e lideranças do agronegócio para discutir os riscos e as oportunidades do mercado diante das transformações econômicas e geopolíticas que influenciam o abastecimento mundial de fertilizantes.

Um dos destaques da programação será a palestra do presidente da Agroconsult, André Pessôa, que abordará o tema “Economia Brasileira, o Agronegócio e os Fertilizantes: riscos e oportunidades do desequilíbrio entre a oferta e a demanda global”. A apresentação contará com comentários do analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, Jeferson Souza, e mediação de Gustavo Zaitune, vice-presidente do Conselho de Administração da ANDA e CEO da Adufértil.

A discussão ocorre em um momento em que o mercado de fertilizantes continua sensível às oscilações internacionais. Além das questões econômicas, fatores geopolíticos, logísticos e cambiais seguem influenciando o abastecimento e os custos de um dos principais insumos da agricultura brasileira. Em um país altamente dependente de importações para atender sua demanda, acompanhar essas tendências tornou-se parte do planejamento das próximas safras.

Segundo a ANDA, o congresso reunirá alguns dos principais nomes da produção e da gestão do setor de fertilizantes, com o objetivo de analisar os desafios atuais e discutir caminhos para fortalecer a competitividade da agricultura nacional diante de um mercado internacional cada vez mais dinâmico.

Mais do que acompanhar a evolução dos preços, produtores, cooperativas, distribuidores e empresas de insumos têm buscado compreender como mudanças no equilíbrio entre oferta e demanda poderão afetar decisões de compra, formação de estoques e estratégias para a próxima safra. Nesse contexto, o debate sobre fertilizantes ultrapassa a esfera da indústria e passa a ocupar posição estratégica para toda a cadeia do agronegócio brasileiro.

Entregas recuam 14,7%

Levantamento divulgado hoje pela ANDA aponta um total de 3,16 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no Brasil em maio deste ano e de 15,46 milhões de toneladas no período de janeiro a maio. O volume representa uma redução 14,7% em relação a maio de 2025, quando a entrega foi de 3,7 milhões de toneladas. No comparativo até maio, a redução foi menor, de 2,2%.

Já a produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou o mês de maio de 2026 com 485 mil toneladas. O volume representa queda de 26,2% ante o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a maio de 2026, foram 2,41 milhões de toneladas. Houve queda de 17,1% em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 2,90 milhões de toneladas.

 

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