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Mercado suíno começa 2026 em ajuste de preços, mas cenário segue positivo

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Recuo típico de início de ano ocorre após 2025 marcado por exportações recordes e margens mais favoráveis ao produtor

 

O início de 2026 trouxe um movimento esperado de acomodação nos preços do mercado suíno brasileiro. Após um último trimestre de 2025 marcado por relativa estabilidade — sinal de equilíbrio entre oferta e demanda — as primeiras semanas do novo ano registraram queda nas cotações do suíno vivo e da carcaça, comportamento típico do período em que despesas sazonais pressionam o orçamento do consumidor.

Os dados mais recentes confirmam que o pico de preços foi registrado em setembro de 2025, mês que coincidiu com o recorde histórico de exportações de carne suína. Desde então, o mercado entrou em fase de ajuste. Um ponto de destaque ao longo de 2025 foi a mudança no comportamento regional das cotações: desde março, São Paulo passou a registrar preços do suíno vivo acima de Minas Gerais, situação que se manteve até o início deste ano. O Paraná também superou Minas Gerais entre setembro e novembro, refletindo diferenças regionais de demanda e logística.

No comércio exterior, os números consolidados de 2025 reforçam a relevância das exportações para o setor. Os embarques totais de carne suína, incluindo produtos in natura e processados, somaram quase 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 11,62% em relação a 2024, com receita superior a US$ 3,5 bilhões. O desempenho foi puxado pela diversificação de destinos, com avanço expressivo das vendas para Filipinas, Japão, México e Argentina, enquanto a China perdeu participação relativa ao longo do ano.

No mercado interno, a perspectiva para 2026 permanece favorável. A safra de verão evolui com boas expectativas para a soja, e a janela de plantio da segunda safra de milho tende a ser positiva na maior parte das regiões. A estabilidade nos preços do milho e do farelo de soja tem garantido uma relação de troca considerada adequada, sustentando margens mais equilibradas ao produtor.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, “o mercado brasileiro iniciou 2026 dando sinais de ajuste entre demanda e oferta de carne suína, o que deve determinar mais um ano de oscilações menos frequentes e de menor amplitude, desde que não haja fatos inesperados pelo caminho”.

 

Mercado suíno brasileiro em números

🐖 Produção e mercado interno

  • Início de 2026 marcado por ajuste sazonal de preços
  • Pico de cotações registrado em setembro de 2025
  • Preços mais equilibrados no último trimestre de 2025

🚢 Exportações

  • 2025: quase 1,5 milhão de toneladas exportadas
  • Crescimento: +11,62% em relação a 2024
  • Receita: acima de US$ 3,5 bilhões

🌍 Principais destinos em alta

  • Filipinas
  • Japão
  • México
  • Argentina

(China perde participação relativa ao longo de 2025)

🌽 Custos de produção

  • Expectativa positiva para a safra de soja
  • Milho e farelo de soja com preços estáveis
  • Relação de troca considerada adequada ao produtor

📊 Cenário para 2026

  • Oscilações de preços tendem a ser menos frequentes
  • Fundamentos do setor seguem equilibrados, salvo fatores externos inesperados

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