Setor movimenta US$ 18 bilhões e consolida presença em mais de 170 mercados internacionais
O avanço da carne bovina brasileira no comércio internacional em 2025 teve na infraestrutura portuária um de seus principais pilares. Ao assumir a liderança mundial em produção e exportação da proteína, superando os Estados Unidos, o Brasil contou com uma rede logística capaz de responder rapidamente ao crescimento da oferta e da demanda.
Foram embarcadas 3,45 milhões de toneladas ao longo do ano — alta de 20,9% frente a 2024 — gerando receita recorde de US$ 18 bilhões (aproximadamente R$ 95 bilhões), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os portos do Sul e Sudeste ampliaram capacidade para escoar o volume adicional. A carne brasileira chegou a mais de 170 países, incluindo China e União Europeia.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a logística tornou-se diferencial competitivo. “O agronegócio brasileiro, puxado por estados como Mato Grosso e São Paulo, mostrou sua força ao bater recordes de produção. O nosso papel foi garantir que essa mercadoria não parasse no meio do caminho. O crescimento de Paranaguá e o desempenho sólido de Santos mostram que nossos portos estão preparados para absorver o crescimento econômico do país e entregar resultados”, avaliou.
Além do volume, a eficiência operacional ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como aumento de tarifas por parte dos Estados Unidos, mantendo competitividade e abrindo novos mercados na Ásia e no mundo árabe.
Principais portos
- Porto de Santos (SP): 1,7 milhão de toneladas (+13,3%)
- Porto de Paranaguá (PR): 1,2 milhão de toneladas (+46,5%)
- Porto de São Francisco do Sul (SC): 180 mil toneladas (+20%)




