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IPCF recua para 1,2 em janeiro e melhora relação de troca ao produtor

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Índice da Mosaic cai cerca de 9% frente a dezembro, mesmo com alta de 5% nos fertilizantes e leve avanço das commodities

 

O início de 2026 trouxe alívio relativo na relação de troca entre fertilizantes e produtos agrícolas. O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou janeiro em 1,2, registrando queda próxima de 9% frente ao mês anterior, movimento que indica melhora no poder de compra do produtor rural.

O resultado refletiu uma combinação de fatores. De um lado, as commodities agrícolas avançaram, em média, 1,5% no mês, puxadas pelo milho (+2%), algodão (+2,5%) e açúcar e etanol (+3,5%). Mesmo com recuo de quase 2% na soja, o conjunto permaneceu em patamar positivo.

Do outro lado da equação, os fertilizantes registraram alta média de aproximadamente 5% em janeiro. A safra brasileira segue em andamento, com quase 10% da área já colhida, o que influencia a dinâmica de preços no mercado.

O câmbio também exerceu papel relevante. O dólar recuou cerca de 2% no período, movimento associado à manutenção da taxa Selic em níveis elevados no Brasil, contribuindo para reduzir o impacto da alta nos insumos importados.

Divulgado mensalmente pela Mosaic, o IPCF compara os preços médios de fertilizantes e commodities agrícolas tendo como base o ano de 2017. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor.

O cálculo considera as principais culturas brasileiras — soja, milho, açúcar, etanol (cana-de-açúcar) e algodão — e pondera tanto a composição dos fertilizantes (MAP, SSP, ureia e KCL) quanto o peso do câmbio, responsável por 70% do custo dos insumos e 85% da receita das commodities.

 

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