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Reciclagem de embalagens cria ativo industrial

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Modelo brasileiro de logística reversa transforma embalagens em matéria-prima e mostra que sustentabilidade pode gerar escala e rentabilidade

 

O que antes era um problema ambiental recorrente no campo brasileiro passou a se transformar em oportunidade industrial. A destinação de embalagens de defensivos agrícolas evoluiu de passivo ambiental para um modelo estruturado de economia circular que hoje ganha escala e reconhecimento.

A mudança ocorre com a consolidação da logística reversa no setor, que passou a tratar resíduos como insumo produtivo. Nesse contexto, a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos atua no eixo desse ciclo ao converter embalagens pós-consumo em novas matérias-primas e produtos industriais.

“O fim da safra não significa mais o ponto final para as embalagens de defensivos agrícolas utilizados nas lavouras brasileiras. Todos os anos, essas embalagens são recicladas e se transformam em novos produtos”, afirma Marcelo Okamura, presidente da Campo Limpo.

Ilustração gerada por inteligência Artificial

Única empresa no país a produzir novas embalagens a partir de resina reciclada desse tipo de material, a companhia já fabricou mais de 120 milhões de unidades desde 2008. O processo ocorre em unidades industriais localizadas no interior paulista e atende grandes fabricantes do setor.

Além de reduzir o impacto ambiental, o modelo também diminui a dependência de matéria-prima virgem. “Ao reciclar, evitamos o uso de matéria-prima derivada do petróleo. Além disso, há uma queda significativa na emissão de gases do efeito estufa”, destaca Okamura.

Com investimentos previstos de R$ 140 milhões para expansão, o sistema reforça a ideia de que sustentabilidade, quando estruturada, pode ser economicamente viável e operacionalmente eficiente, consolidando o Brasil como referência global em gestão de resíduos agrícolas.

Dados-chave do sistema

  • +120 milhões de embalagens recicladas produzidas
  • Desde 2008
  • R$ 140 milhões em investimentos previstos
  • 2 polos industriais (SP)
  • Única empresa no país com esse modelo

 

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