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CropLife encampa polinização e amplia sustentabilidade

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Setor reforça aproximação entre biodiversidade, rastreabilidade e agricultura sustentável em cadeias globais

 

A pressão internacional por rastreabilidade, sustentabilidade e produção de baixo impacto ambiental começa a mudar o papel da biodiversidade dentro do agronegócio brasileiro. Temas antes tratados como complementares passaram a ocupar posição chave em cadeias agrícolas cada vez mais conectadas às exigências globais de mercado.

Nesse cenário, a CropLife Brasil anunciou uma nova fase para sua agenda de polinizadores, incorporando à estrutura da entidade iniciativas que durante mais de uma década foram conduzidas pela A.B.E.L.H.A.. Segundo a entidade, o novo modelo busca ampliar escala, eficiência e integração entre sustentabilidade, conservação da biodiversidade e disseminação de boas práticas agrícolas. A proposta também pretende aproximar ainda mais o tema da realidade operacional do produtor rural.

“Hoje, tratar de polinizadores é falar de resiliência produtiva, segurança alimentar e acesso a mercados. O produtor rural está cada vez mais inserido em cadeias globais que demandam comprovação de sustentabilidade, rastreabilidade e adoção de boas práticas. A conservação dos polinizadores deixa de ser um tema paralelo e passa a integrar a estratégia produtiva da agricultura moderna”, afirma Pedro Duarte, coordenador de Sustentabilidade da CropLife Brasil.

A movimentação ocorre em um momento em que o agronegócio amplia discussões ligadas à agricultura regenerativa, manejo integrado, conservação ambiental e exigências ESG impostas por mercados consumidores internacionais. Nos últimos anos, a CropLife Brasil já vinha atuando em parceria com a A.B.E.L.H.A. em iniciativas voltadas à coexistência entre produção agrícola e agentes polinizadores. Agora, a proposta passa a priorizar maior aplicabilidade prática no campo e alinhamento entre diferentes agentes da cadeia.

Segundo a entidade, a nova governança da agenda será estruturada sobre três pilares: capacidade de implementação prática, escala de alcance e integração entre stakeholders ligados ao agro e à conservação ambiental. “O setor reconhece a relevância da trajetória da associação e tem a convicção de que seu legado permanecerá vivo, expresso no conhecimento acumulado, nas recomendações técnicas desenvolvidas e na rede de especialistas que ajudaram a construir essa agenda”, afirma Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil.

A entidade também reforçou que pretende manter a agenda sustentada por bases científicas, diálogo técnico e participação de especialistas ligados ao tema.

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