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Consumo cresce quase 35% em 15 anos e reposiciona a proteína suína no mercado brasileiro

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Carne de porco ganha espaço na mesa do consumidor brasileiro

Indústria amplia portfólio e aposta em produtos porcionados e industrializados para atender novos hábitos alimentares

 

A carne suína vem consolidando uma mudança gradual, porém consistente, no padrão de consumo das famílias brasileiras. Projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aponta crescimento aproximado de 2,5% no consumo per capita em 2026, com estimativa próxima de 19,5 quilos por habitante ao ano.

O avanço reforça uma trajetória iniciada há mais de uma década. Em 2010, o consumo médio girava em torno de 14 quilos por pessoa. Considerando a série histórica, a proteína acumulou expansão próxima de 35% nos últimos 15 anos, movimento associado à ampliação da oferta e à adaptação da indústria aos novos hábitos alimentares.

Segundo o diretor geral de operações da Suinco, cooperativa processadora de carne suína do estado de Minas Gerais, Weber Vaz de Melo, o setor respondeu às demandas do consumidor por praticidade e variedade. “A carne suína passou a ocupar um espaço mais frequente nas refeições. O consumidor busca praticidade e variedade, e a indústria respondeu com cortes porcionados, linhas fatiadas e produtos voltados ao dia a dia”, afirma.

Com sede em Patos de Minas (MG), a cooperativa encerrou 2025 com produção próxima de 55 mil toneladas, das quais cerca de 95% foram destinadas ao mercado interno. Industrializados como presuntaria, linguiças e mortadelas já concentram a maior parte do volume, resultado de investimentos recentes em modernização e automação.

A diversificação do portfólio e o foco em produtos de preparo rápido têm ampliado a presença da carne suína nas refeições semanais, reforçando o reposicionamento da proteína como alternativa competitiva em preço e versatilidade.

 

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