Tema será debatido no Fruit Fórum durante a Fruit Attraction São Paulo 2026, diante de novo cenário comercial favorável
O ambiente internacional mais favorável ao comércio, impulsionado pelo acordo Mercosul-União Europeia e pela revogação do chamado tarifaço dos Estados Unidos, abre novas perspectivas para a fruticultura brasileira. No entanto, especialistas alertam que transformar oportunidade em negócio exige preparo técnico e estratégia clara de posicionamento.
O tema será aprofundado no Fruit Fórum, durante a 3ª edição da Fruit Attraction São Paulo, que ocorre de 24 a 26 de março, na capital paulista. A consultora Monnike Garcia, do Programa AgroBR — iniciativa da CNA em parceria com a ApexBrasil — ressalta que a internacionalização começa com planejamento estruturado.
“Este planejamento inclui, por exemplo, conhecer os requisitos para exportar, cumprir eventuais certificações exigidas, estruturar estratégias de comercialização e posicionar o produto de forma competitiva valorizando seus diferenciais”, explica.
Para a especialista, agregar valor à produção é um passo decisivo para ampliar mercados. “Quando você adiciona valor ao produto, por exemplo, produzindo geleias, sucos e polpas a partir das frutas como matéria-prima surgem novas oportunidades em comparação à venda somente do item ‘in natura’.” Certificações como orgânicos, Indicação Geográfica e sistemas de rastreabilidade também funcionam como diferenciais competitivos.
Organizada pela IFEMA Madrid e Fiera Milano Brasil, a Fruit Attraction São Paulo consolidou-se como plataforma internacional de negócios do setor. Em 2025, reuniu mais de 16,3 mil visitantes, 400 marcas expositoras de mais de 60 países e gerou estimativa superior a R$ 1 bilhão em vendas.
A edição 2026 ampliará a área expositiva e contará com participação de estados produtores, rodadas de negócios e atrações como Cooking Show e congresso técnico, reforçando o papel estratégico do evento para conectar produção, indústria e mercado global.




