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Rebanho de jumentos é muito maior do que se imaginava

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População de jumentos no Brasil é estimada por órgão internacional em 730 mil animais

Levantamento internacional aponta mais de 730 mil animais e reacende debate sobre a população da espécie no país

 

Um novo levantamento internacional está redesenhando a percepção sobre o tamanho do rebanho de jumentos no Brasil. Segundo dados recentes, a população asinina no país ultrapassa 730 mil animais — um número significativamente superior ao que vinha sendo divulgado nos últimos anos e que traz novas perspectivas para o debate sobre a espécie.

A estimativa foi compilada pela World Population Review com base em informações oficiais, como os dados da FAO, e indica que o efetivo pode ser até dez vezes maior do que números difundidos por algumas organizações. A atualização ganha relevância diante da ausência de levantamentos nacionais recentes, já que o último Censo Agropecuário do IBGE foi realizado em 2017.

“O número é, pelo menos, dez vezes maior do que tem sido divulgado por organismos sem qualquer embasamento confiável”, afirma o zootecnista Alex Bastos. Para ele, a incorporação de dados internacionais contribui para uma leitura mais precisa da realidade da espécie no Brasil.

Apesar da nova estimativa, especialistas reconhecem que houve redução no número de jumentos ao longo das últimas décadas, movimento associado principalmente à mecanização das atividades rurais. Com a perda de função econômica, muitos animais deixaram de ser incorporados aos sistemas produtivos e, em diversos casos, acabaram abandonados, o que também compromete a atualização estatística do rebanho.

Por outro lado, estudos recentes apontam novas possibilidades para a cadeia produtiva. Pesquisas em andamento indicam potencial para produção de leite, carne e derivados, com oportunidades tanto no mercado interno quanto externo.

“O futuro do jumento nordestino depende menos de polarização e mais de planejamento técnico, regulação eficiente e integração entre pesquisa científica, setor produtivo e poder público”, destaca Bastos.

Com condições naturais favoráveis, especialmente no Nordeste, o Brasil reúne vantagens competitivas para a criação da espécie, incluindo adaptação a ambientes adversos e maior eficiência no aproveitamento de recursos. O desafio, agora, passa por transformar esses atributos em estratégia estruturada de desenvolvimento.

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