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Uso de bioinsumos eleva produtividade da soja em mais de 8% no Paraná

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Dados de 22 unidades em 17 municípios confirmam ganhos com coinoculação e reforçam fixação biológica como base sustentável da cultura

 

A adoção de bioinsumos na cultura da soja tem mostrado resultados concretos no campo. Levantamento conduzido pela Embrapa Soja em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) aponta aumento médio de 8,33% na produtividade a partir da coinoculação de sementes — prática que associa diferentes microrganismos benéficos para potencializar a Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN).

Na safra 2024/25, foram avaliadas 22 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) instaladas em lavouras comerciais de 17 municípios paranaenses. A produtividade média nas áreas coinoculadas alcançou 3.916 kg por hectare, frente a 3.615 kg/ha nas áreas sem inoculação. O desempenho também superou as médias estadual (3.663 kg/ha) e nacional (3.561 kg/ha), conforme dados da Conab.

“Nesses dez anos, as URTs […] permitiram avaliar e validar a efetividade da tecnologia na prática. Os resultados obtidos ano após ano confirmaram que o uso adequado da inoculação/coinoculação aumentou a produtividade da soja e isentou os agricultores de custos com a adubação nitrogenada na cultura, garantindo aumento da rentabilidade e benefícios ambientais para toda a sociedade”, afirmam André Prando, da Embrapa Soja, e Edivan Possamai, do IDR-Paraná.

A coinoculação combina estirpes de Bradyrhizobium — responsáveis pela formação de nódulos nas raízes — e de Azospirillum brasilense, bactéria promotora de crescimento. “As plantas de soja coinoculadas com Bradyrhizobium e Azospirillum apresentam nodulação mais abundante e precoce, aumentando os ganhos proporcionados pela inoculação anual apenas com Bradyrhizobium”, destaca a pesquisadora Mariangela Hungria.

Segundo levantamento de mercado, 64% dos produtores paranaenses utilizaram inoculantes na safra 2024/2025, enquanto a coinoculação alcançou 28% das áreas no estado. No Brasil, 85% dos 47 milhões de hectares de soja adotam a inoculação anual, e a coinoculação já cobre cerca de 35% da área cultivada.

Além dos ganhos produtivos, a tecnologia gera impacto econômico e ambiental expressivo. Apenas em 2024, a inoculação e a coinoculação da soja proporcionaram economia estimada em US$ 25 bilhões ao dispensar fertilizantes nitrogenados. “Além do benefício econômico, no mesmo ano o uso dessas bactérias ajudou a mitigar a emissão de mais de 260 milhões de toneladas de CO2 equivalente para a atmosfera”, comemora Hungria.

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