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Salmonella coloca produção animal em alerta sanitário

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Especialistas discutem avanço do patógeno e novas estratégias para proteger produção animal e evitar contaminação de alimentos

 

A Salmonella, uma das bactérias mais temidas da cadeia de proteína animal, voltou ao centro das atenções do agronegócio brasileiro. Presente de forma silenciosa em granjas e sistemas de produção, o patógeno representa risco sanitário para aves, suínos e peixes — e também ameaça a segurança alimentar quando chega à cadeia de alimentos.

O tema será debatido no simpósio “Salmonella: o desafio invisível – Estratégias multiespécies para um futuro alimentar seguro”, promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) nos dias 18 e 19 de março, em Toledo (PR). O encontro reúne especialistas, pesquisadores e profissionais da indústria para discutir soluções que ampliem a biosseguridade nas cadeias de aves, suínos e peixes.

A bactéria é considerada um patógeno estratégico para a produção animal porque pode comprometer a saúde dos plantéis e representar risco à saúde humana quando presente na cadeia alimentar. Por isso, o controle exige ações integradas entre produtores, indústria e pesquisadores.

Entre os destaques da programação está a palestra da professora Terezinha Knöbl, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP). A pesquisadora vai abordar os mecanismos de virulência e patogenicidade da Salmonella e explicar como diferentes linhagens evoluíram para se adaptar a diferentes hospedeiros.

Presidente da FACTA, Ariel Mendes: estratégias integradas

“Muitas linhagens se valem do uso de antibióticos para colonizar o intestino animal. A abordagem técnica diferencia os mecanismos de infecção sistêmica daqueles observados no grupo paratifoide, que possui relevância direta para a indústria de alimentos”, explica a especialista.

Segundo os organizadores, o simpósio pretende discutir também a eficácia dos programas sanitários atualmente utilizados no Brasil, além de novas ferramentas de controle, como vacinas, probióticos e terapias inovadoras.

Para o presidente da FACTA, Ariel Mendes, o avanço da ciência e a troca de experiências entre profissionais da cadeia produtiva são fundamentais para enfrentar o problema. “O evento proporciona uma troca de experiências fundamental para quem atua na linha de frente da biosseguridade. A participação no encontro é um passo importante para o futuro da produção animal e da segurança alimentar”, afirma.

O debate ganha relevância em um momento em que o Brasil consolida sua posição como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de proteína animal. Nesse cenário, o controle eficiente de patógenos como a Salmonella torna-se decisivo não apenas para a saúde dos rebanhos, mas também para a manutenção da competitividade do país nos mercados internacionais.

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