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Portos do Brasil batem recorde e aceleram exportações

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Movimentação cresce quase 13% em janeiro e reforça papel da logística no escoamento da produção agrícola

 

A movimentação de cargas nos portos brasileiros começou 2026 em ritmo acelerado. Em janeiro, os terminais do país movimentaram 104 milhões de toneladas, um crescimento de 12,79% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Estatístico Aquaviário divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O resultado reforça o papel estratégico da infraestrutura portuária para o comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.

Nos portos públicos, a movimentação alcançou 35,5 milhões de toneladas, crescimento de 10,3% na comparação anual. Entre as instalações com maior expansão proporcional, o destaque foi o Porto de Santarém (PA), que movimentou 1,6 milhão de toneladas, avanço de 156,3%.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram desempenho ainda mais expressivo, com 68,7 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 14,1%. Um dos destaques foi o Porto do Açu (RJ), onde o terminal de petróleo TPET/TOIL alcançou 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

A expansão da movimentação portuária foi puxada principalmente pela navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional de mercadorias. Em janeiro, essa modalidade movimentou 70,9 milhões de toneladas, crescimento de 11% na comparação anual.

A cabotagem, que transporta cargas entre portos brasileiros, também avançou, com 27,4 milhões de toneladas movimentadas, alta de 13,7%. Esse tipo de navegação tem ganhado relevância como alternativa logística de menor custo e impacto ambiental em relação ao transporte rodoviário.

Agronegócio entre os destaques

Entre os tipos de carga, os granéis sólidos, categoria que inclui produtos agrícolas como soja e milho, responderam por 54,7 milhões de toneladas, crescimento de 10,4% no mês. A soja, principal commodity do agronegócio brasileiro, movimentou 4 milhões de toneladas, com aumento de 114,3% na comparação com janeiro do ano anterior.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho confirma a expansão da infraestrutura logística no país. “O resultado demonstra que o setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão e os números evidenciam o avanço da infraestrutura dos nossos terminais”, afirmou.

 

Os portos mais estratégicos para exportação do agro brasileiro

O Brasil depende fortemente da infraestrutura portuária para levar sua produção agrícola aos mercados internacionais. Grãos, farelos, carnes e outros produtos do agronegócio são escoados principalmente por alguns corredores logísticos que concentram grande parte das exportações do país.

Entre os portos mais importantes para o agro brasileiro estão:

Santos (SP) – Principal porto do país e um dos maiores da América Latina, responsável por grande parte das exportações de soja, milho, açúcar e carnes.

Paranaguá (PR) – Referência na movimentação de grãos e fertilizantes, sendo um dos principais corredores de exportação do Sul e do Centro-Oeste.

Rio Grande (RS) – Porta de saída relevante para a produção agrícola do Sul, especialmente soja e derivados.

Santarém (PA) – Terminal estratégico no chamado Arco Norte, utilizado para escoar grãos produzidos no Centro-Oeste por rotas mais curtas até os mercados internacionais.

Itaqui (MA) – Outro importante porto do Arco Norte, que vem ampliando participação no transporte de grãos e fertilizantes.

A expansão desses corredores logísticos tem sido considerada essencial para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro, reduzindo custos de transporte e ampliando a eficiência das exportações.

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