Crescimento de 6,1% consolida ciclo de expansão do setor, impulsionado pelo agronegócio, cargas conteinerizadas e novos investimentos bilionários
A engrenagem logística do Brasil alcançou um novo patamar em 2025. Os portos nacionais movimentaram 1,4 bilhão de toneladas ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 6,1% frente a 2024, segundo dados do Desempenho Aquaviário apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
O resultado confirma uma trajetória ascendente: nos últimos 15 anos, a movimentação portuária cresceu 67%, saltando de 840 milhões para o atual nível. Apenas em dezembro, foram 119 milhões de toneladas, alta de 14,2% na comparação anual, sinalizando manutenção do ritmo em 2026.
Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o desempenho reflete ambiente institucional favorável. “Sabemos da relevância e da pujança que o setor portuário tem para a economia e para todo o setor produtivo nacional, sobretudo no agronegócio. Esse recorde não é obra do acaso, mas fruto de um ambiente de estabilidade e segurança jurídica que construímos. Hoje, temos um modelo maduro, que atrai o investidor e garante que a nossa infraestrutura acompanhe a velocidade da produção brasileira”, afirmou.
O diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, reforçou o caráter estrutural do avanço. “Hoje é dia de celebrar mais um recorde, que não é apenas um momento pontual, mas o reflexo de uma trajetória de crescimento consistente e da maturidade institucional do país. Os bons números são o melhor termômetro de que estamos cumprindo nosso papel”, disse.
Nos Terminais de Uso Privado (TUPs), a movimentação atingiu 906,1 milhões de toneladas (+7%), enquanto os portos públicos somaram 497 milhões (+4,5%). As cargas conteinerizadas cresceram 7,2%, chegando a 164,6 milhões de toneladas.
O agronegócio liderou os embarques: a soja avançou 14%, com 139,7 milhões de toneladas, e as importações de fertilizantes subiram 10%, para 49,3 milhões de toneladas. O gás de petróleo também registrou alta de 10,4%, totalizando 5,8 milhões de toneladas.
Em paralelo, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos, além de R$ 5,81 bilhões em novos aportes privados e R$ 2,07 bilhões via gestão contratual, reforçando a modernização da infraestrutura nacional.




