Uma empresa do GRUPO PUBLIQUE

Na Ourofino, inovação é estratégia e retém talentos

Compartilhe:

Sede da Ourofino Saúde Animal em Cravinhos, no interior paulista: retenção de talentos

Investimentos em novas tecnologias e retenção de talentos impulsionam soluções inéditas na saúde animal

 

Em meio ao avanço da fuga de cérebros no Brasil, a inovação aplicada ao agronegócio revela que essa narrativa pode ser reescrita. A Ourofino Saúde Animal surge como exemplo de como a indústria nacional é capaz não apenas de reter talentos, mas de transformar ciência em soluções concretas para o campo — movimento reconhecido com o Prêmio Finep 2025, considerado o “Oscar” da Inovação, na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis

O reconhecimento, considerado um dos mais relevantes da inovação no país, destaca o papel da empresa no desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde animal e na construção de um ambiente capaz de absorver pesquisadores em um cenário ainda desafiador para a ciência brasileira.

“A perda de cientistas brasileiros… tem acendido um alerta sobre a capacidade do país de reter talentos”, aponta levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Nesse contexto, empresas com investimento contínuo em P&D passam a ocupar posição estratégica.

Na Ourofino, esse compromisso se traduz em aportes entre 7% e 8% da receita líquida em pesquisa e inovação, sustentando uma estrutura que integra biotecnologia, farmacologia, engenharia e ciência de dados. O resultado aparece em soluções inéditas, como a LeanVac — primeira vacina nacional para imunocastração de suínos — e o Nexlaner, tecnologia para controle de carrapatos que internaliza um princípio ativo antes dominado por multinacionais.

“Os avanços promovem o bem-estar animal, reduzem perdas econômicas e a dependência de importações, fortalecendo a autonomia tecnológica do país. Com os resultados alcançados, reafirmamos nosso papel como agente estratégico no fortalecimento da agroindústria nacional e na construção de um Brasil mais autônomo, competitivo e sustentável”, afirma Kleber Gomes, CEO da Ourofino Saúde Animal.

Outro exemplo é a Safesui Glasser One, vacina de dose única com proteção ampliada contra a doença de Glässer, desenvolvida com base nas cepas predominantes no Brasil e com potencial de reduzir o uso de antibióticos na suinocultura.

Com mais de 100 pesquisadores e uma infraestrutura que inclui 20 laboratórios e uma fazenda experimental, a empresa cria condições para que a ciência permaneça no país. “Criar um ambiente com infraestrutura, recursos e desafios reais faz toda a diferença para manter esses profissionais no país”, destaca Ferdinando Almeida, diretor de pesquisa e inovação.

Mais do que inovação tecnológica, o movimento aponta para uma mudança estrutural: a indústria assumindo papel central na conexão entre ciência, mercado e produção. “Estamos falando de segurança alimentar, autonomia tecnológica e capacidade de resolver problemas complexos com tecnologia nacional”, conclui Marcelo Silva, diretor financeiro da companhia.

Ecossistema de inovação da Ourofino Saúde Animal

Estrutura de P&D
• 20 laboratórios integrados
• Atuação em biotecnologia, farmacologia, engenharia e dados

Capital humano
• +100 pesquisadores
• 61 com pós-graduação
• 35 mestres ou doutores

Infraestrutura física
• Cravinhos (SP): 2.236 m² de laboratórios
• Guatapará (SP): 796 hectares (fazenda experimental)
• 1.331 m² de instalações especializadas

Capacidade técnica
• Planta de biotecnologia com nível 2 de biossegurança
• Validação em condições reais de campo

Investimento em inovação
• 7% a 8% da receita líquida destinada a P&D

Resultado estratégico
• Desenvolvimento de tecnologias próprias
• Redução da dependência externa
• Retenção de talentos no Brasil

O papel da indústria na retenção de cientistas

A dificuldade do Brasil em reter talentos científicos não é um problema novo, mas ganha novos contornos diante da crescente demanda por inovação no agronegócio. Nesse cenário, a indústria assume um papel que antes era majoritariamente das universidades e centros públicos de pesquisa: transformar conhecimento em aplicação prática e criar ambientes sustentáveis para a ciência.

Empresas como a Ourofino mostram que a retenção de pesquisadores passa menos por discursos e mais por estrutura — financiamento contínuo, projetos de longo prazo e conexão direta com problemas reais do campo. Ao integrar laboratório e produção, a ciência deixa de ser apenas acadêmica e passa a gerar impacto econômico imediato.

Esse movimento também reposiciona o setor privado como protagonista na soberania tecnológica. Em vez de depender exclusivamente de soluções importadas, o Brasil passa a desenvolver suas próprias respostas, adaptadas às condições tropicais e às demandas específicas do produtor.

Mais do que uma tendência, trata-se de uma mudança estrutural: inovação como estratégia de negócio e, ao mesmo tempo, como política prática de retenção de talentos.

Encontre na AgroRevenda