Evento internacional impulsiona economia de Chapecó (SC) e aposta em inovação para atrair público e negócios
Chapecó voltou a ocupar o centro do mapa global da proteína animal — e desta vez com reflexos que vão muito além dos pavilhões da feira. A edição 2026 da Mercoagro reuniu visitantes e compradores de 21 países, consolidando o evento como um dos principais pontos de conexão internacional do setor. Ao longo de quatro dias, a cidade do oeste catarinense se transforma em um polo estratégico que concentra negócios, tecnologia e networking em torno da indústria da carne.
A presença internacional inclui países como Estados Unidos, Alemanha, Itália, Canadá, Argentina e Nova Zelândia, entre outros, reforçando o alcance global da feira, que se encerra hoje (20/03).

Esse movimento tem impacto direto na economia local. O aeroporto de Chapecó registrou um fluxo atípico, com momentos em que até 15 aeronaves estavam simultaneamente no pátio — um reflexo do perfil executivo e dinâmico do público que chega, participa e rapidamente segue viagem.
O efeito se espalha por toda a cidade. A rede hoteleira opera no limite da capacidade, com demanda elevada também por locações alternativas, enquanto restaurantes, transporte e comércio registram forte aquecimento durante toda a semana do evento.
Segundo representantes do setor, a Mercoagro é hoje o principal motor de movimentação econômica do turismo em Chapecó, com impacto que começa antes da abertura oficial e se estende após o encerramento da feira.
Inovação que chama atenção – e gera experiência
Se fora dos pavilhões o impacto é econômico, dentro deles o foco está na experiência — e na capacidade de surpreender.
A edição deste ano apostou em atrações interativas e demonstrações tecnológicas para capturar a atenção do público. Entre os destaques estão robôs que circulam pela feira interagindo com visitantes, além de soluções industriais que apontam caminhos para o futuro da produção.

Outro ponto de grande curiosidade foi a combinação entre tecnologia e gastronomia. Um dos exemplos mais comentados foram os sorvetes com sabores inusitados, como torresmo, salame com vinho e costela defumada, criados para demonstrar aplicações tecnológicas na conservação e processamento de alimentos.
Na mesma linha, equipamentos industriais também ganharam protagonismo. Fornos tecnológicos conectados à internet, capazes de automatizar processos e manter padrões de produção, foram utilizados para preparar carnes no próprio estande, atraindo visitantes pelo aroma e pela demonstração prática de eficiência.
Essas experiências refletem uma tendência clara: a indústria da proteína busca cada vez mais unir inovação, eficiência e interação para gerar negócios e engajamento.




