uma potência agrícola do mundo, sendo o terceiro maior produtor global de frutas. Estamos aqui em parceria com o Sebrae Nacional, 40 produtores de frutas brasileiras justamente promovendo aquilo que o Brasil tem com muita qualidade”, afirmou o vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Gedeão Pereira.
com o agroBR. Em 2025, o projeto levou um grupo de empreendedores ruais à edição de Madri, com mais de 20 produtores brasileiros em busca de negócios.A programação da CNA contempla uma agenda estratégica voltada à promoção comercial, qualificação e geração de negócios. Nos três dias, estão previstas rodadas de negócios nacionais e internacionais, com a participação de 40 produtores nas agendas da feira e
outros 23 produtores na rodada do projeto Exporta Mais Frutas Frescas, da ApexBrasil. Encerrando a programação, no dia 26, às 13h, Rodrigo da Matta apresenta a palestra “Exportar Sem Atravessador: O Caminho dos Pequenos e Médios Produtores Que Chegaram Lá”.
A atual conjuntura geopolítica global, além do início do acordo Mercosul-União Europeia agora em maio, trazem novas oportunidades para as exportações brasileiras de frutas, disseram especialistas, entre os quais o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho; e o doutor em Economia e coordenador do Mestrado em Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Serigatti.
Segundo Coelho, com o início do tratado Mercosul-União Europeia, as tarifas para ingresso da fruta brasileira no bloco europeu serão gradativamente reduzidas – a começar pela uva, que terá o imposto zerado já a partir da vigência do acordo. Demais frutas cumprirão diferentes períodos de “carência”, conforme o cronograma a seguir: o abacate terá a tarifa de 4% zerada em quatro anos; limões e limas (14%) em sete; melão e melancia (9%) também em sete anos; e a maçã em dez. “O corte gradual de tarifas vai ampliar a presença das frutas brasileiras no mercado europeu, que já absorve cerca de 70% de nossas vendas externas do setor”, assinala Coelho.
Serigatti, por sua vez, pontuou que os embarques gerais do agro brasileiro apresentam tendência de bom desempenho em volume este ano, mas com a ressalva de preços mais acomodados, o que acarreta em um cenário de margens mais pressionadas para o produtor. No recorte para as frutas, o especialista da FGV acentuou que diante do quadro global pautado por incertezas geopolíticas, o impacto inicial, claro, vem se refletindo no preço do petróleo e também no bloqueio de importantes corredores marítimos, como, por exemplo, o Estreito de Ormuz.
“Tudo isso se reflete em valores de frete mais caros para todos. Todavia, o momento conturbado no Oriente Médio, que interfere em rotas comerciais pode se configurar numa janela de oportunidade para a fruta brasileira, sobretudo as da categoria secas, já que países competidores nesta categoria, que dependem de corredores de exportação naquela região se encontram em situação pior do que o Brasil em relação ao custo do transporte e do fluxo de mercadorias.”
Considerado o maior evento dedicado ao segmento de frutas e hortaliças do hemisfério Sul, a 3ª. edição da Fruit Attraction São Paulo reúne no mesmo pavilhão produtores, exportadores, compradores nacionais e internacionais, fornecedores, distribuidores, autoridades, entidades, e demais agentes do
setor produtivo, reafirmando seu papel de plataforma global para o setor de frutas do Brasil.
Paula Caminha Soares, coordenadora de Agronegócio na ApexBrasil, ressalta que a agência trouxe para a feira compradores de 16 países, em especial da Europa, Ásia e Américas,
que participarão da rodada de negócios em parceria com a Abrafrutas. Neste ano, Ceagesp, Abimaq, Ibrahort e Empapel se juntam à Abrafrutas – apoiadora master – como parceiros institucionais da Fruit Attraction São Paulo, que conta com patrocínio do Sebrae. No encerramento da solenidade de abertura, os correalizadores anunciaram a extensão da parceria para a realização da Fruit Attraction São Paulo por mais sete anos – até 2033.




