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Grupo Publique acompanha encontro histórico dos irmãos Biagi

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Maurílio e Luiz receberam a equipe do Programa Fala Carlão nesta quarta-feira, dia 4, no espaço que conta e mostra 150 de evolução da indústria de açúcar e cachaça no Estado de São Paulo. É o Museu da Cana, em Pontal, que preserva a área industrial e um espaço de floresta do antigo Engenho Central, também conhecido como Usina Schmidt. Foi aberto em 2013, recebe milhares de visitantes e oferece atividades educativas, culturais e ambientais. Uma joia da saga do agronegócio brasileiro.

A indústria de extração do açúcar e da aguardente a partir da cana foi construído no início do século XX e começou a funcionar em 1906 com equipamentos movidos a vapor produzidos na Escócia e França no fim dos anos de 1880.  Francisco Schmidt foi um dos maiores fazendeiros de café da época, nasceu em 1850, na Alemanha, e chegou ao Brasil ainda criança.

Francisco Schmidt, o construtor da usina, foi um dos maiores fazendeiros de café da época, nasceu em 1850, na Alemanha, e chegou ao Brasil ainda criança. A sede de sua fazenda de café fica na região hoje ocupada pela Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Investiu na construção da Usina Schmidt até sua morte em 1924, passando-a para seus descendentes.

Depois, foi vendida para Maurílio Biagi, na década de 1960. Local da produção do açúcar CRYSTAL, de 1906 a 1964, que revela os engenhosos processos de transformação da cana em açúcar. A preservação das edificações, dos equipamentos e dos maquinários do Engenho Central é um sonho antigo da família Biagi, que iniciou o processo para torná-lo em museu, disponibilizando o acesso e a fruição da memória industrial em meio ao canavial.

O visitante encontra no local área total de 44,64 hectares e 9,20 hectares ocupados por edificações, sendo destaque o prédio central do antigo engenho, que compõem a exposição principal. A arquitetura da fábrica tem o estilo industrial inglês, típico da época de sua construção, possui galpão amplo com tijolos aparentes e ornamentos simples. Construído para abrigar maquinaria destinada a extrair e preparar o caldo da cana está mantida nos locais originais de funcionamento, trazendo uma condição especial a esse museu.

Ao redor do prédio central, área principal da visitação, encontram-se edificações de apoio da usina, que hoje são espaços adequados para exposições temporárias, reserva técnica e salas multiuso para fins museológicos. O acervo do museu contém cerca de 3.000 objetos que representam os precursores da história da metalurgia desenvolvida na região para atender a demanda do processamento da cana-de-açúcar, trabalho executado em grande parte pelos imigrantes, principalmente italianos.

O acervo também conta com uma coleção de objetos de Banguê, arrematados de antigos engenhos da região nordeste, datados do século XVI, período que representa os primórdios da produção de açúcar no Brasil. Para sua implantação o Museu da Cana contou com atuação do Stúdio Sarasá, empresa especializada em restauro de patrimônio edificado de valor histórico, e os apoios do Ministério da Cultura, por meio da lei Rouanet, e do governo do Estado de São Paulo, por meio do Proac (Programa de Ação Cultural), com os patrocínios de Bradesco, Itaú BBA, Cia de Bebidas Ipiranga, Dow Agrosciences, Weg Motores Elétricos, Renk Zanini, Usinas Santo Antonio, São Francisco e Santa Vitória, Caldema, TGM Turbinas, Native Orgânicos, Biosev, Sermatec, Sorocaba Refrescos e CPFL Energia.

Cana não é fruta. É planta herbácea da família das gramíneas. Igual grama e trigo. A cana é plantada há mais de nove mil anos e tudo começou na Papua nova Guiné. Martin Afonso de Sousa trouxe as primeiras mudas de cana da Ilha de Madeira, em 1532, e plantou na Capitania de São Vicente, próxima de Santos (SP). O engenho recebeu o nome de São Jorge dos Erasmos.

O Brasil produz quase 700 milhões de toneladas de cana por safra. Morro Agudo é o município que mais produz proporcionalmente: cultiva 71% dos 1.386 quilômetros quadrados da área. Uberaba (MG) é o maior produtor total. 1 hectare (dez mil metros quadrados) pode produzir 12 toneladas de açúcar. Uma tonelada de cana-de-açúcar produz 85 litros de etanol (140kg de ATR). O ciclo produtivo da cana dura seis anos, com cinco cortes.

O Estado de São Paulo é o maior produtor de açúcar do Brasil, com 385 milhões de toneladas. A planta resulta em inúmeros produtos para animais, seres humanos e o planeta: açúcar, etanol, cachaça, energia, plástico, produção de celulose, alimento humano, ração animal, bioetanol, adubos, fertilizantes, fermentação, óleo, papel, proteção do solo, matéria prima para indústrias.

 

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