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Controle de daninhas é vital para exportação de soja e milho

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Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Alexandre Ferreira, destacou que manejo preventivo no campo é decisivo para garantir acesso do agro brasileiro ao mercado externo 

O avanço da produção e das exportações brasileiras de soja e milho tem ampliado também a responsabilidade do campo no cumprimento de exigências fitossanitárias internacionais. O tema foi destaque da palestra “Plantas daninhas quarentenárias: o papel do produtor na garantia do acesso ao mercado externo”, ministrada por Alexandre Ferreira, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, na Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO).  

Na apresentação, o pesquisador chamou atenção para o risco que espécies consideradas pragas quarentenárias representam para a competitividade do agro brasileiro. Essas plantas são vistas pelos países importadores como ameaças à sanidade vegetal e podem levar à devolução de cargas, restrições comerciais e prejuízos em cadeia para produtores, cooperativas e exportadores. “O país importador tem critérios de qualidade. Ele possui uma régua alta para proteger a saúde das pessoas e preservar a sanidade. E o país exportador precisa atender a essas exigências”, destacou Ferreira. 

O alerta ocorre em um momento de forte relevância do setor para a economia brasileira. Na safra 2025/26 a soja deve alcançar 171,4 milhões de toneladas, com exportação de 108,1 milhões de toneladas, enquanto o milho pode chegar a 141.157,60 mil toneladas produzidas e exportação de 40.976 mil toneladas. Segundo Ferreira, o desafio é ainda maior no caso da soja, já que a China responde por cerca de 70% das importações do grão brasileiro, o que exige atenção redobrada ao cumprimento dos protocolos fitossanitários. “É um mercado muito importante, mas que também exige o respeito rigoroso às regras. Se houver presença de espécie quarentenária, a carga pode ser devolvida”, explicou. 

De acordo com o pesquisador, o problema muitas vezes começa com falhas simples no manejo dentro da propriedade. “Se teve infestação no campo e isso passou despercebido, uma falha no manejo pode virar um problema comercial. E aí entra o papel do produtor, que é muito importante nesse cenário”, disse. “O problema de um único talhão infestado pode comprometer toda a soja de uma cooperativa”, completou. 

Caminhos para prevenir o aparecimento de plantas daninhas
Para evitar esse tipo de ocorrência, o pesquisador da Embrapa reforçou que o foco deve estar no manejo preventivo e no monitoramento constante das áreas. Entre as medidas recomendadas estão a limpeza rigorosa de máquinas e equipamentos, especialmente colhedoras; o uso de sementes certificadas; a rotação de culturas; o uso de plantas de cobertura; o controle de plantas daninhas também na entressafra; e a eliminação das espécies antes da fase reprodutiva. O pesquisador também destacou a importância da capacitação das equipes no campo. “Monitoramento é a palavra-chave. É preciso treinar operadores para a identificação visual das espécies e agir antes que o problema chegue à colheita e à carga exportada”, concluiu.  

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