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Conflitos globais desafiam exportação de carnes em SC

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Imagem de satélite com linhas indicando a trajetória de navios: área é foco de tensão global

Alta no frete, gargalos logísticos e volatilidade de insumos colocam em risco competitividade de um dos polos mais eficientes do país

A escalada de tensões no cenário internacional começa a impactar diretamente a cadeia de proteína animal brasileira, especialmente em Santa Catarina, um dos principais polos exportadores do país. O efeito mais imediato vem da logística: aumento de custos, atrasos e incertezas que atingem toda a engrenagem produtiva, do campo ao mercado externo.

De acordo com o diretor executivo do Sindicarne (Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de SC) e da ACAV (Associação Catarinense de Avicultura), Jorge Luiz de Lima, o agravamento dos conflitos no Oriente Médio amplia a instabilidade sobre rotas estratégicas do comércio global. “São efeitos globais com consequências locais. A elevação dos custos e as restrições logísticas afetam diretamente a competitividade do setor”, afirma Jorge Luiz de Lima.

Jorge Luiz de Lima: instabilidade ampliada em rotas estratégicas

O impacto é significativo em um estado que, mesmo com pouco mais de 1% do território nacional, sustenta uma das cadeias mais eficientes do mundo. Santa Catarina responde por milhares de empregos e movimenta diariamente milhões de animais e cargas, com forte presença no mercado internacional.

A pressão logística se intensifica com restrições no estreito de Ormuz, rota fundamental para o comércio global. “O frete marítimo sofreu reajustes significativos, com acréscimos de até US$ 4 mil por contêiner refrigerado”, destaca Jorge Luiz de Lima. O aumento do tempo de transporte e problemas de infraestrutura em destinos estratégicos elevam o risco de perdas e atrasos.

Além da logística, o custo de produção também entra no radar. Conflitos anteriores já demonstraram o impacto sobre insumos essenciais, como o milho, base da ração animal. Oscilações nesse componente podem afetar diretamente o preço final das proteínas.

Mesmo diante desse cenário, o setor mantém perspectivas de crescimento, impulsionado pela demanda internacional, especialmente na Ásia e no Oriente Médio. Para o dirigente, o momento exige estratégia. “Precisamos reforçar a eficiência interna e diversificar mercados para mitigar riscos”, conclui Jorge Luiz de Lima.

Números da proteína animal em SC

  • 4 milhões de aves abatidas/dia
  • 34 mil suínos/dia
  • 748,8 mil t de carne suína exportadas
  • 1,2 milhão t de aves exportadas
  • US$ 4,3 bilhões em receitas

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